Inteligência emocional: sua vida profissional depende dela

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Nunca se ouviu falar tanto em inteligência emocional (IE) quanto nos últimos anos, chega ser paradoxal o que todos julgam saber, mas não conseguem conjugar a prática com a teoria.



Basta ir a um órgão público que, ao receber a senha do atendimento, suas emoções já são colocadas à prova. Um simples passeio no trânsito de São Paulo já é suficiente para saber a quantas andam sua IE. Somos acionados e testados o tempo todo.

Agora, quando o assunto é o mundo do trabalho, a IE ganha destaque.

Segundo reportagem da Revista Exame de 2016, são colocadas as “10 competências de que quase todo profissional vai precisar até 2020”, e aqui a coisa fica feia para muitas pessoas, porque a IE está entre essas dez “habilidades”. Repare que a reportagem é de 2016 e a promessa é para 2020. Preciso lhe dizer que o prazo já acabou?


As habilidades mencionadas na reportagem são:

  • Resolução de problemas complexos.
  • Pensamento crítico.
  • Gestão de pessoas.
  • Coordenação.
  • Inteligência.
  • Capacidade de julgamento e de tomada de decisões.
  • Orientação para servir.
  • Negociação.
  • Flexibilidade cognitiva.

Se você observar com mais atenção, verá que praticamente todas elas permeiam a IE, e eu ouso dizer que ela é a mãe de todas as demais, se nos aprofundarmos em cada uma.

Quando eu disse que sua vida profissional depende dela, eu estava falando sério, muito sério. Poucas pessoas se deram conta da importância desse tema no ambiente de trabalho ou na vida profissional. Muitos agem impetuosamente, como se fossem a “última bolacha do pacote” e que a sua opinião, ferindo ou não, tem de ser dada a todo instante. Note que não estou falando somente das pessoas difíceis e rancorosas. Todos nós, em algum momento, passamos por situações que nos impõem o poder de decidir sobre como vamos agir ou reagir frente aos desafios.

Que coisa incrível, a capacidade de se decidir por agir ou reagir está em nossas mãos e a isso damos o nome de inteligência emocional.


As prioridades corporativas inverteram-se: menos perfil técnico e mais comportamental.

Em reportagem, o site G1 noticiou, em 18 de setembro de 2018, que “9 em cada 10 profissionais são contratados pelo perfil técnico e demitidos pelo comportamental”. Ou seja, 90% das demissões são justamente pela falta de as pessoas trabalharem sua IE. Sendo assim, podemos dizer que IE é justamente o equilíbrio frente às diversas situações que nos são postas diariamente e que precisamos decidir como agir diante delas. Costumo dizer, como exemplo, aos meus alunos, que é quase você, de uma forma mágica, sair de você e observar como expectador tudo aquilo que está acontecendo à sua volta, antes de tomar uma decisão.

Mas a cereja do bolo que aprendi esta semana é desenvolver essa habilidade a ponto de estar preparado antes do estímulo. Explico melhor. Acabei de falar que, para toda reação, há um estímulo. Na empresa ou em casa, por exemplo, antes de acontecer o bate-boca, houve uma situação que desencadeou a gritaria, certo? Pois bem, conhecendo as pessoas envolvidas e a mim mesmo, sei que, se tal situação continuar, vai “dar ruim”, como dizem. Sabendo de tudo isso, é mais fácil jogar um balde de água antes e esfriar tudo do que ter inteligência para sair do incêndio. Esse é o pulo do gato: antecipar-se ao estímulo.

É nisso que as empresas estão mais interessadas, quando o assunto são novas contratações. Estão fazendo o possível para detectar os profissionais mais preocupados em desenvolver sua IE. Isso mesmo, pessoas interessadas em desenvolver ou que já estejam em pleno desenvolvimento dessa habilidade. Os danos psicológicos e financeiros são muito grandes, e muitas vezes irreparáveis para a organização quando mantêm em seu quadro pessoas despreparadas para conviver com as outras.

Aí você me pergunta: mas Lúcio, como desenvolver a IE? São muitas possibilidades, mas vou citar apenas três:

1. Desenvolva seu autoconhecimento

É necessário que você se conheça de verdade. Antes de mais nada, você é o mais interessado nisso. Peça ajuda. Converse com as pessoas que o amam de verdade para pontuarem situações que você ainda não conseguiu perceber.


2. Trabalhe sua autoconfiança

Parece estranho, mas é muito comum o sentimento de incapacidade que, muitas vezes, vem disfarçado de falsa humildade. É não botar fé no próprio “taco”. Sua capacidade o colocou onde você está e ponto. Acredite e trabalhe isso, avance!


3. Mantenha a motivação

Aqui não está em pauta a motivação financeira ou desafios profissionais, mas a motivação de se tornar cada vez melhor. É ser amanhã a versão melhor de hoje. É lutar para ser reconhecido como pacificador onde quer que você esteja, podendo agregar muito mais ao ambiente corporativo ou à sua família.

Eu creio que o clima empresarial ou até mesmo da sua casa poderá ser alterado drasticamente com medidas simples e o desejo verdadeiro de mudança de suas atitudes.

Mude seu jeitão, vá lá e se desenvolva, cresça e leve outros consigo!

 

Direitos autorais da imagem de capa licenciada para o site O Segredo: 123RF Imagens.

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* Matéria atualizada em 08/01/2020 às 6:38






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