Relacionamentos

Já que te gosto, toma aqui a chavinha da minha vida

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Demorou tanto para eu me interessar por alguém, alguém que realmente me fizesse suspirar, que me fizesse ficar cantarolando feito boba, perdida nos meus devaneios. E já que você conquistou essa façanha, já que estou gostando tanto de você, toma aqui a chavinha da minha vida. Faz o que você quiser fazer com ela, porque eu não sei direito que rumo dar a ela, mas confio integralmente que você, um estranho que eu comecei a gostar, possa dar uma boa diretriz.



Condicionamento difícil de mudar esse, estou sempre permitindo que alguém cuide da minha vida, como se eu mesma não fosse capaz de ditar as regras. Qual é mesmo o meu limite? Me pergunto.

Eu estava completa de mim, amando minha própria companhia e provando para mim mesma que o vazio sentido no último término de namoro era algo que não existia. O vazio aliás, era apenas algo que eu tinha criado dentro de mim mesma para preencher com um amor correspondido de namorado e, depois da dor do rompimento, desconstruído inteiro preenchendo-o com amor próprio, num processo penoso e demorado. Foi lindo, me senti curada e prometi que jamais faria algo parecido. Mas você veio e eu repeti o mesmo movimento dos relacionamentos passados. Por quê? Achei que tinha aprendido tanto, foi tão sofrido sair daquele namoro que eu achei que não fosse cometer nem um segundo do mesmo erro com você. Pois de novo estou aqui entregando a chavinha da minha vida na mão de alguém. Quanta responsabilidade estou dando para você, será que você dá conta?

Não quero que você tenha todo esse poder, vai ser péssimo para qualquer possível relacionamento que possamos ter futuramente. E agora pensando bem racionalmente seria totalmente destrutivo para mim. Pois quando você vai embora, como fico eu que canalizei todas as energias em você? Para onde vai todo o amor e a atenção diária condicionada a ir para você? Fica difícil me reencontrar depois disso tudo, porque eu me permiti me perder em você.


Ontem andei sem rumo, estava tentando colocar os pensamentos em ordem, mas não sabia por onde pisar e nem que linha de raciocínio tomar. Devo eu largar meus desejos e vontades só para adequar minha vida à sua rotina? Não, dessa vez eu quero tentar fazer diferente. Quero viver amor sem dor. Essas sensações não devem andar juntas como nas músicas do Zezé de Camargo e Luciano. Mas como fazer?

Como faço para me relacionar sem me perder? O que eu posso fazer para não dar a chavinha da minha vida para você, mas mesmo assim poder viver uma linda história de amor verdadeiro? Não é você quem vai responder essas questões, claro, sou eu mesma. Ainda há um pouco de sanidade dentro de mim e acredito que vou dar conta de descobrir tudinho a respeito de como manter um relacionamento saudável com alguém. Preciso de muita reflexão ainda, é certo. Mas quem sabe, e eu espero muito que seja assim, isso aconteça ainda em tempo de viver um romance com você. Só que dessa vez a chavinha fica comigo mesma, ok?

Fonte: Escrito por ANNELISE MEDEIROS via Me Conhecendo Melhor


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