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Jesus: o grande terapeuta!

É importante ressignificar, no mundo de hoje, a mensagem de Jesus não apenas numa perspectiva da ortodoxia religiosa, mas num olhar humano e holístico, pois ele se oferece ao mundo como um grande terapeuta.


Essa palavra é de origem grega, vem de“therapeia”, ato de curar, de fazer tratamento. E terapeuta vem de “therapon”, aquele que serve.

Jesus para ensinar sua terapia, utiliza-se das parábolas, que são pequenas histórias, com o objetivo de levar ouvinte a tomar uma decisão.

Também usa palavras reflexivas: “Não faças a outrem o que não queres que te faças. Amais vossos inimigos, fazei o bem aos que vos odeiam, rezais para os que vos perseguem. Não julgues e não sereis julgados. Perdoai e sereis perdoados. Aquele que se humilha será exaltado, o que se exalta será humilhado”.

Esses axiomas são cheios de humildade, perdão, caridade, desapego – e como forma de conceber a obra de Deus. Jesus sente que os bem-aventurados são os pobres, porque eles acreditam em Deus e sabe que os soberbos, passam com maledicências por cima das boas novas do reino de Deus.


A terapia de Jesus é dirigida aos pobres, como todos os grandes mestres, Jesus gosta do povo e sente à vontade com ele. A sua terapia é isenta de acusações e consiste na compaixão, onde o ser humano é tocado no coração e na alma.

Não impõe nenhuma condição para o seu afeto, não condiciona ao rendimento ou à acomodação, assim o seu amor torna-se a chave da salvação.

O método terapêutico de Jesus orienta com amor aqueles que fracassaram consigo mesmo, dando-lhes coragem para confiar em Deus. Isso era um jeito de curar as enfermidades no tempo de Jesus, que podemos considerar como psicossomáticas. Traduzindo para linguagem de hoje: os “demônios’” são as compulsões, ideias fixas, complexos, confusão emocional, bloqueios de sentimentos, incapacidade de pensar com clareza e divisão interior.


Jesus não se furta da alegria, indo de bom grado às festas e casórios, parando nas vilas e fazendas, onde recebe hospitalidade. A comensalidade de Jesus é para forçar a porta contra a rigidez das hierarquias, dos privilégios e do exclusivismo. Aprecia tudo que importa simplicidade de coração.

Além disso, Jesus não perde nenhuma oportunidade para repetir que as crianças são seres sagrados e o que o reino de Deus pertence a elas.

E diz: “ Não vim para chamar os justos, mas os pecadores”. A sua terapia prefere as pessoas de vida equivocada, que são desprezadas pela ortodoxia religiosa.

Conhecedor do sofrimento que a riqueza traz, Jesus é enfático: “É mais fácil um camelo passar pelo buraco de uma agulha que um rico entrar no reino de Deus.” Propondo anular a riqueza e não se apoderar dela. E por esse motivo prediz aos seus discípulos que sofrerá perseguições e suplícios.

Enfim, a terapia de Jesus é revolucionária, pelo fato que o Deus – que ele anuncia não é o senhor fatal que nos mata, que nos condena ou que nos salva quando lhe convém, não é um tirano, mas um Deus misericordioso.

Jackson César Buonocore

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Direitos autorais da imagem de capa: zatletic / 123RF Imagens





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