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“Joguei ele na parede e chutei a faca”, relembra babá que salvou a patroa de feminicídio em BH

Foto: Reprodução
capa baba

Uma babá de Belo Horizonte não pensou duas vezes ao enfrentar o engenheiro Bruno da Costa Val Fonseca, de 33 anos, para evitar que a patroa dela fosse assassinada no meio da rua, no bairro Gutierrez, na região oeste da cidade.

Ele foi dando facadas nas costas dela. Então eu o joguei na parede, o puxei pelo pescoço e chutei a faca“, recorda-se Patrícia Dias sobre o ataque ocorrido na manhã da última segunda-feira (23).

De acordo com a polícia, Fonseca não teria aceitado o fim do relacionamento com a advogada Verônica Cristina Souza Suriani, de 40 anos. A fúria teria aumentado após ele ter sido demitido do banco onde ambos trabalhavam, depois de denúncias de agressão contra a companheira.

Verônica foi atingida com 17 facadas, mas nenhuma atingiu os órgãos vitais. A vítima deixou o hospital no fim da tarde da terça-feira (24). “A Patrícia já era o meu anjo. Ela cuida dos meus filhos há cinco anos. O policial falou que ela tem uma coragem que nenhum homem tem. Se não fosse ela, eu não estaria aqui“, emociona-se a advogada ao falar sobre a babá.

Bruno da Costa Val Fonseca foi preso em flagrante horas após o crime. De acordo com a Polícia Civil, Verônica já havia registrado oito boletins de ocorrência contra ele por ameaça e agressão. Uma medida protetiva foi concedida à mulher, mas o documento foi suspenso após os dois reatarem o relacionamento na última semana. Dias depois, Verônica decidiu manter o término e houve o ataque.

A Justiça vai realizar no fim da tarde desta quarta-feira (25) uma audiência de custódia para decidir se mantém o investigado preso. A reportagem tenta contato com a defesa do suspeito.

Vídeo

O autor do crime atacou Verônica na rua, em frente ao apartamento onde ela mora. Um circuito de segurança flagrou a cena. Os dois filhos da advogada presenciaram o esfaqueamento.

A gravação também mostra a atuação de Patrícia para salvar a patroa e o momento em que um motorista estaciona no meio da via para ajudar a vítima.

Estou bem. Agora quero continuar a minha caminhada de mãe e trabalhadora. Quero agradecer muito às pessoas que cuidaram de mim. Quero superar o trauma e correr atrás do que é direito e do que é devido, que é uma pena complexa e grande, que essa pessoa não volte mais à sociedade“, concluiu a vítima.

Veja:


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