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Johnny Depp ganha direito de acessar o telefone de Amber Heard e provar “espancamentos falsos”

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A defesa do ator pretende buscar provas de que os ferimentos foram editados pelo celular da atriz, adulterando as imagens para fazer parecer que ela foi agredida.

Os casos de violência doméstica em Hollywood costumam dividir o público, que tenta encontrar em cada uma das partes sinais de que estão certos em detrimento do outro.

O último embate que tem chamado a atenção da mídia é o caso Depp-Heard, que já dura mais de cinco anos.

A última grande decisão do tribunal permite a Johnny Depp e sua equipe acesso ao celular de Amber Heard. A estratégia é parte do plano para tentar provar que a atriz adulterou as imagens, inserindo supostos ferimentos para acusar o ex-marido de violência doméstica. A defesa do ator também processou a artista por difamação.

Um dos advogados de Depp afirmou que as fotos falsas foram usadas repetidas vezes durante o depoimento da atriz, em 2016, mas o Departamento de Polícia de Los Angeles rejeitou as imagens e não retratou o que viu.

Segundo informações do The Independent, ele decidiu processar a ex-mulher depois que ela escreveu um artigo descrevendo ser vítima de violência doméstica, mesmo que nunca tenha mencionado seu nome.

O tribunal decidiu que a equipe jurídica do ator pode pedir que um especialista examine o telefone e as imagens para determinar se elas foram fabricadas. Em resposta ao pedido de Depp, a advogada de Amber declarou que sua cliente continua disposta e capaz de comprovar “a autenticidade de suas evidências” e que o especialista forense de tecnologia da informação (TI) da equipe também tem cooperado como pode nesse sentido.

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Direitos autorais: reprodução Instagram/@amberheard.

Em contrapartida, a advogada da atriz, Elaine Bredehoft, afirma que Johnny Depp não foi capaz de comprovar a veracidade dos áudios que vazou fora de contexto, nem sequer deu algum suporte para autenticidade de qualquer uma de suas evidências. Agradecendo a oportunidade de apresentar evidências em um julgamento com júri no ano que vem, ela explica que a estratégia do ator é suja, pois quer apenas apresentar alegações falsas enquanto evita a todo custo ser acusado de difamação.

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Direitos autorais: reprodução Instagram/@amberheard.

Bredehoft explica que as audiências jurídicas são protegidas contra difamação, mas que não são protegidas contra vazamentos para as mídias, o que é justamente a intenção de Depp e sua equipe. Tentando enganar o público, fingindo que algumas questões ainda não foram totalmente julgadas, ele tenta arrastar o processo, mas é totalmente incapaz de apresentar as próprias provas, já que não tem nada que comprove suas alegações.

Johnny Depp vem de uma onda de perdas judiciais, incluindo um caso contra o jornal britânico The Sun, que o chamou de “espancador de mulheres” numa de suas edições. Em novembro de 2020, o tribunal decidiu que as alegações do tabloide eram “substancialmente verdadeiras”, por isso negaram o pedido do ator.

Em agosto deste ano, um juiz concedeu a Johnny o direito de prosseguir com o processo contra Amber Heard, negando o pedido da atriz para encerrar o caso depois que o ex-marido perdeu o processo por difamação.

O processo do ator foi aberto na Virgínia, Estados Unidos, em março de 2019, e ela alegou que as decisões tomadas no Reino Unido, no processo em que venceram, deveriam ter influência nesse outro processo, já que ambos abordam as alegações de abuso dele.

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Três meses depois que Amber Heard publicou seu artigo, Depp entrou com um processo de difamação contra ela pedindo mais de R$ 250 milhões. Seus advogados alegaram que ele nunca tinha abusado da ex-mulher e que todas as alegações feitas em 2016 eram falsas, sendo apenas parte de uma elaborada fraude para gerar publicidade positiva para a atriz conseguir avançar na carreira.

Um representante da atriz disse em um comunicado que esse era apenas mais um dos esforços de Depp para silenciar Amber, mas que ela não seria silenciada. Incapaz de aceitar a verdade sobre o próprio e contínuo comportamento abusivo, e determinado a alcançar a autodestruição, ele pede que o assédio contra sua cliente tenha fim.

Johnny Depp tentou ingressar com recurso contra a decisão favorável ao The Sun, mas dois juízes diferentes recusaram o pedido de novo julgamento. Além disso, o ator acabou abandonando o papel do mago das trevas Gellert Grindewald, em “Animais Fantásticos”.

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