Pessoas inspiradoras

Jovem visionário abre oficina de restauração de tênis Mizuno e vira “febre” em periferia de SP!

Foto: Instagram
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Mizuneira negou a vida por vias mais “fáceis” e resolveu investir em um negócio inusitado que está fazendo sucesso!

O jovem Eduardo André de Oliveira, de apenas 24 anos, morador de uma das favelas de São Paulo, viveu em meio ao tráfico de drogas e as precárias condições de vida das pessoas que moram em um local tão humilde e marginalizado. Escrevendo sua própria história e mudando a vida de sua família, Eduardo abriu um empreendimento em meio a pandemia, sem saber que faria tanto sucesso.

Ele, que sempre consertava os próprios tênis e vivia acumulando bicos pela cidade, resolveu abrir uma oficina de restauração de tênis Mizuno, chamada pelo seu próprio apelido “Mizuneira”. Segundo o UOL Tab, a empresa foi fundada há quase dois anos pelo jovem e sua esposa, Débora Ferreira.

E é o próprio Eduardo que dá vida aos tênis da comunidade, e já se tornou um especialista na manutenção, reforma e restauração da marca.

O jovem atende seus clientes em uma ruela de Diadema, na Grande São Paulo, e com o tempo, a oficina se tornou famosa por aqueles que amam os tênis Mizuno. Atualmente, a empresa é lotada de pares da marca, que são chamados até mesmo de relíquias, pois são exemplares que foram lançados há anos, com valores exorbitantes.

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Direitos autorias: Reprodução/Instagram

O serviço de Eduardo e Débora são muito concorridos, mas como são muito visionários, prezam sempre por um atendimento diferenciado. A cada três meses, Eduardo abre a loja para novas encomendas, pois só assim, consegue dar conta de reparar todos os pares de tênis. Segundo o jovem, para o UOL Tab, não é nem 8h da manhã de sábado quando já tem pessoas esperando para serem atendidas.

Ainda ao UOL Tab, o funkeiro MC Baroni também fica na fila da oficina e afirma que todo mundo olha para o seu pé quando você chega no baile funk. Por isso, ter a oportunidade de deixar o tênis nas mãos de Mizuneira é algo muito cobiçado pelos jovens da favela.

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Direitos autorias: Reprodução/Instagram

Rotina na oficina

Mizuneira acorda cedo, por volta das 7 horas da manhã e começa o dia seguindo as anotações feitas anteriormente, de prioridades do dia. Com cerca de 100 pares aguardando os reparos, o jovem leva cerca de duas horas em cada tênis, costurando, colando, limpando e até mesmo dando reparos na marca ou outros detalhes danificados.

Apesar de ter apenas 24 anos, Eduardo é muito organizado com seu “pequeno” negócio. Atende seus clientes com sorriso no rosto e anota todas as informações do cliente, do tênis e a forma de pagamento em um caderninho de controle. Segundo o UOL Tab, os ajustes no calcanhar custam R $70, já reparos e manutenção, podem custar até R $180 e o “trato” completo nos pares podem chegar a custar R $300.

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Direitos autorias: Reprodução/Instagram

A esposa de Mizuneira, Debora, é a responsável por administrar a empresa e cuida das finanças e das redes sociais. Somente no Instagram, a empresa já conta com mais de 90 mil seguidores, o que demonstra como o trabalho na oficina é uma “febre” na periferia de São Paulo. Apesar de muitos seguidores, Mizuneira nunca foi contactado pela multinacional japonesa, e afirma ao UOL Tab que essas marcas grandes não querem admitir que seu público é a favela.

O motivo por trás da empresa

Desde de quando Mizuneira era criança, tênis como Puma Disc e Nike Shox eram os tênis mais cobiçados da época, e depois, veio a marca Mizuno, com tênis de mil reais. Nas periferias, os tênis fazem parte da identidade dos jovens, que lutam para conseguir os pares mais famosos.

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Direitos autorias: Reprodução/Instagram

Crescido e criado neste meio, Mizuneira começou a consertar seus tênis em 2015, e errou muito até conseguir ficar realmente bom naquilo. O jovem nunca fez nenhuma especialização na área, mas resolveu junto de sua esposa, investir em uma máquina de costura, quando um sapateiro se aposentou.

Eles compraram a máquina em 2021 e começaram a investir na empresa.

Agora, “professor”!

Sem medo e com a ideia de compartilhar conhecimento, há alguns meses, Mizuneira começou a ensinar outras pessoas que também queriam trabalhar nas reformas de tênis. Ele sabe como o Brasil é carente de emprego, por isso é importante gerar trabalho às outras pessoas.

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