Comportamento

Jovem assiste aulas online debaixo de chuva para conseguir sinal de internet, enquanto mãe a protege

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Com apenas 14 anos, ela precisa caminhar cerca de um quilômetro até o local mais próximo onde pega sinal de internet, ficando sempre exposta ao tempo.



A pandemia tem tornado a vida de todos mais difícil, principalmente a de pessoas vulneráveis socioeconomicamente. Para conter a disseminação do vírus, as autoridades costumam fechar as escolas, públicas e privadas, mantendo milhões de crianças em casa, sob o pretexto de acompanharem o conteúdo online. Na teoria, a premissa é muito interessante, realmente é necessário estabelecer alguns mecanismos para frear o contágio no novo coronavírus, mas será que na prática isso tem dado certo?

Jovens do mundo todo têm batalhado para conseguir acompanhar os estudos da mesma forma que faziam antes, só que agora precisam aprender a administrar o tempo e os recursos para tentar obter o mesmo nível de produtividade de antes. Porém o ensino à distância tem esbarrado em um dos maiores problemas da humanidade atual: a desigualdade social.

Alunos que frequentam escolas privadas, em sua maioria, possuem recursos para continuar estudando de casa. Têm computador, um bom fone de ouvido, uma mesa adequada, um espaço separado, comida e o acompanhamento dos pais ou responsáveis para que tudo funcione.


Mas e os alunos, normalmente de escolas públicas, que não possuem os mesmos recursos?

Muitos precisam dividir um celular entre os irmãos para conseguir ver as aulas. Outros não têm sinal de internet, não têm um local separado para assistir às aulas em silêncio e sequer têm comida em casa, já que grande parte dos alunos mais pobres se alimentavam na própria escola. Como fazer com que esses estudantes não sejam ainda mais prejudicados pelas desigualdades? É uma pergunta que segue sem resposta.

No Chile, em Trafún Grande, uma jovem de apenas 14 anos tem passado pelos mesmos problemas. Danae Painepe precisa percorrer, todos os dias, cerca de um quilômetro até o local onde consegue sinal de internet, para conseguir assistir suas aulas online. Com mais de um ano de pandemia, 2021 conseguiu ser ainda pior que o período anterior, já que a instituição tem exigido que ela frequente as aulas.

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Direitos autorais: reprodução/CHV Notícias.


O lugar onde Danae fica é completamente descoberto, ela se senta no chão e ali permanece até a hora de retornar para casa. A jovem enfrenta chuva, sol forte e o grande receio é do inverno que se aproxima, já que a região costuma nevar com frequência. Em entrevista ao jornal CHV Notícias, ela explica que muitas vezes não consegue assistir suas aulas, já que o tempo não permite que ela se desloque até o único local onde consegue acessar à internet.

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Direitos autorais: reprodução/CHV Notícias.

A imagem de Danae estudando sob a chuva, com sua mãe ao lado lhe protegendo com um guarda-chuva, mostra a vulnerabilidade que muitas crianças e adolescentes vêm enfrentando para ter acesso ao básico. Educação, alimentação, moradia, segurança e saúde são demandas básicas de um indivíduo, que, infelizmente, nem todos possuem. A pandemia e o isolamento social não são os grandes vilões da desigualdade social, ela sempre existiu, apenas se tornou mais visível do que antes, em alguns casos.

Danae é uma jovem que quer continuar os estudos, e precisa batalhar por isso todos os dias. Ela recebe o apoio de sua mãe, que também acredita que a educação é uma importante ferramenta para combater a desigualdade, mas nem todos conseguem isso. Por vezes, os pais precisam trabalhar no momento em que os filhos deveriam estar na escola. Os governantes precisam tomar à frente nesses casos, e impedir que a população mais pobre sofra ainda mais com as consequências de um mundo injusto.


Esperamos que Danae consiga permanecer estudando, e que sua situação, assim como a de milhões de jovens vulneráveis, melhore!

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