Pessoas inspiradoras

Jovem cria ONG e alimenta mais de 1.300 famílias que moram em favelas!

Gabriel conta que o principal objetivo é ajudar as comunidades que menos aparecem na mídia, doando cestas básicas, kits de higiene e outros itens para famílias e pessoas em situação de rua.



A pandemia do novo coronavírus somada à crise econômica que o país enfrenta tem deixado milhões de brasileiros desempregados e passando fome. A insegurança alimentar é um assunto sério e já atinge mais da metade da população do país, em níveis que podem variar de leve, moderado e grave. Cerca de 19 milhões de pessoas enfrentam a insegurança alimentar grave, ou seja, 9% estão passando fome atualmente.

Os dados são do Inquérito Nacional sobre Insegurança Alimentar no Contexto da Pandemia da Covid-19, realizado pela Rede Brasileira de Pesquisa em Soberania e Segurança Alimentar (Rede Penssam), entre os dias 5 e 24 de dezembro de 2020. Mais de 116 milhões de brasileiros sofrem com algum tipo de insegurança alimentar, o que significa que essas pessoas não têm acesso permanente a alimentos, e esse número corresponde a mais de duas vezes a população da Argentina.

Se os números assustam, é porque realmente se elevaram de maneira acelerada nos últimos anos. A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) e a Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) mostram que, entre os anos de 2013 e 2018, a insegurança alimentar grave subiu cerca de 8% ao ano. De 2018 a 2020, os dados chegam a chocar: 27,8%.


Neste momento tão delicado, muitas pessoas têm se esforçado para ajudar conhecidos e desconhecidos, criando redes de solidariedade em busca da redução, mesmo que mínima, da fome no país. Esse é o caso de Gabriel Finamore, que acabou perdendo o emprego durante a pandemia, assim como milhões de outras pessoas, e usou o próprio dinheiro que havia guardado para organizar uma forma de ajudar quem precisa.

Direitos autorais: reprodução Instagram/@vaifinamore.

Formado em relações públicas pela PUC de Campinas, como prounista (beneficiário do Programa Universidade para Todos – ProUni), ele conta em reportagem ao UOL que sentiu necessidade de devolver o conhecimento recebido para a comunidade. Em suas redes sociais, Gabriel publicou um vídeo chamando amigos e conhecidos para um projeto que hoje leva o nome de Ação Gueto e já alimenta mais de 1.300 famílias.

Direitos autorais: reprodução Instagram/@vaifinamore.


Atualmente, o projeto conta com 20 voluntários e ajuda famílias e pessoas em situação de rua nas regiões de Chacrinha, São Luís, Stela Costa e Jd. Lídia, Capão Redondo e nas ocupações Nova Canaã e Terra Prometida, em São Paulo. Além de alimentação, eles entregam produtos de higiene pessoal e outros itens necessários. De acordo com Gabriel, a intenção era ajudar principalmente as comunidades que não têm tanta visibilidade na mídia, como é o caso de algumas que recebem ações solidárias com frequência.

Direitos autorais: reprodução Instagram/@vaifinamore.

Gabriel e sua equipe já ajudaram também a arrecadar quatro notebooks para jovens que estavam precisando estudar para o vestibular e dois computadores para uma cooperativa de catadores de São Paulo.


Baiano humilde, que aprendeu 5 idiomas sozinho, ganha R$ 26 mil em doações e vai estudar na Alemanha!

Artigo Anterior

Os 4 signos mais autoritários. São esnobes e não escutam ninguém!

Próximo artigo

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site.