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Jovem será indenizado em R$ 20 mil após descobrir que não é pai de bebê que cria como filha

site Jovem descobre que bebe nao e filha dele apos registra la e sera indenizado em R 20 mil

A descoberta motivou o jovem a processar a ex-namorada, e ele receberá uma indenização da mulher. Saiba mais sobre o caso.

Participar ativamente da criação de uma criança, dividindo a responsabilidade de cuidados e ensinamentos é uma responsabilidade de todos os pais.

Embora muitos acabem por fugir dessa missão, outros a abraçam com muita dedicação, sendo parte muito importante do crescimento de seus filhos, e marcando as suas vidas sendo exemplos de amor, cuidado e participação.

Um homem de São Paulo, que assumiu essa responsabilidade e criava o bebê junto com a então namorada, no entanto, acabou por ter uma grande surpresa ao descobrir que não era o pai verdadeiro da criança.

Segundo informações compartilhadas pelo BHAZ, os autos do processo, movido pelo jovem contra a ex-namorada, apontam que o casal de adolescentes esteve junto por dois anos e em seguida se separaram, reatando a relação tempos depois.

Logo que voltaram a ficar juntos, a jovem contou ao companheiro que estava grávida. No entanto, teria omitido dele que se relacionou com outro homem durante o período da separação.

O bebê nasceu, e depois de um tempo o jovem notou que o ele não tinha nenhuma semelhança com ele ou sua família, optando por fazer um teste de DNA, que confirmou que não era o pai biológico da criança.

Bastante revoltando com a situação, ele resolveu processar a ex-namorada por danos morais e acabou sendo favorecido pela justiça. As informações do portal notícias apontam que a 4ª câmara de Direito Privado do TJSP decidiu a favor do homem, que estava registrado como pai na certidão de nascimento do bebê e ainda se responsabilizava por todas as despesas do menor.

O desembargador Enio Zuliani, relator da apelação, disse: “O que ocorreu não pode ser classificado como algo que se deva tolerar, admitir ou aceitar pelas inconsequentes condutas de adolescentes. Embora exista uma natural tendência de ter como próprios da idade juvenil atos realmente irresponsáveis, não é permitido chancelar a atribuição de paternidade a um namorado quando a mulher mantém relações sexuais concomitantes com outro no mesmo período”.

Zuliani pontuou que estavam julgando não a conduta sexual da mãe da criança, mas sim a sua atitude de omissão quando retomou com o parceiro, escondendo dele a relação que manteve durante o tempo em que ficaram separados.

O desembargador também disse que o jovem sofreu com a constatação da paternidade, e que se tratou de uma experiência “constrangedora e cheia de mágoas ou revolta”, especialmente porque, durante o tempo em que conviveu com a criança, o jovem desenvolveu um afeto por ela.

Agora, a mãe e a avó do bebê pagarão ao jovem R$4.480 por danos materiais referentes a despesas com o bebê e R$20 mil por danos morais.

O caso tramita em segredo de justiça, e a mãe da jovem é quem responde na justiça, já que ela é menor de idade.

Outro caso

Em 2019, um empresário britânico chamado Richard Mason, também passou por uma situação similar. Conforme contado pela UOL, ele descobriu que não era pai biológico dos três filhos, com idades de 19 e 23 anos, que criava junto com a mulher, após ter sido diagnosticado com uma fibrose cística que havia provocado infertilidade durante toda a sua a vida.

A princípio, o empresário achou que o diagnóstico estivesse errado, especialmente depois que sua mulher lhe deu certeza de que os três filhos eram seus. No entanto, após realizar um exame de DNA, descobriu que não era o pai biológico das crianças.

Ao descobrir que os três filhos nascidos durante o matrimônio não eram seus, Mason também processou a ex-mulher, por fraude de paternidade. Como consequência, a mulher foi condenada a devolver US$ 320 mil dos quase US$ 5 milhões que havia recebido no acordo de divórcio. No entanto, a Justiça permitiu que ela mantivesse em segredo a identidade do verdadeiro pai dos jovens.

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