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Jovem que dormiu 6 anos na rua não abandonou os estudos. “Nunca mais nos faltará um teto”

4 capa Jovem que dormiu 6 anos na rua nao abandonou os estudos Nunca mais nos faltara um teto

Aos 18 anos, Lucas acredita que é preciso se esforçar para conquistar seus objetivos, mesmo que seja mais difícil para umas pessoas do que para outras.



A desigualdade social é um problema sistêmico, ou seja, está infiltrada na fundação da nossa sociedade, fazendo com que pessoas tenham padrões de vida diferentes. Isso significa que, enquanto poucas pessoas têm muito dinheiro, a maioria da população não consegue sanar suas demandas básicas, como alimentação, educação, segurança, saúde e moradia.

Para alguns indivíduos, as necessidades aparecem desde o nascimento, fazendo com que precise do dobro, ou até mesmo do triplo, de esforço para alcançar objetivos que outros mais abastados conseguem rapidamente.

Mas, para o jovem Lucas Celsio, de 18 anos, que ficou completamente à deriva com sua família desde que tinha apenas 3 anos de idade, nem isso pode ser motivo para desistir.


Quando sua avó Margarita faleceu, Lucas, sua mãe e seus três irmãos mais novos ficaram sem nenhum teto do dia para a noite. Como a genitora estava desempregada, o proprietário do imóvel não quis renovar o contrato nem sequer pensou que estaria deixando uma família inteira, repleta de crianças pequenas, na rua. De acordo com reportagem do Infobae, Lucas precisou passar seis longos anos na rua, sentindo fome em inúmeros momentos e lidando com as mudanças no tempo.

Antes mesmo de completar 10 anos, o menino já sabia como tinha que enfrentar as adversidades do tempo, onde se abrigar em noites de frio intenso e até mesmo que poderiam curtir noites agradáveis com a barraca na areia, se não chovesse.

Seu principal objetivo sempre foi concluir seus estudos, mesmo sentindo fome e passando necessidades severas com seus irmãos e mãe. Para ele, que sempre batalhou, não existe doença pior do que a preguiça, por isso sente orgulho ao contar sua história. Para fazer o dever de casa, precisava, em algumas noites, usar a luz de postes, além de caminhar longas distâncias para usar um banheiro ou se lavar.

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Direitos autorais: reprodução/arquivo pessoal.


Jantar não era algo que podia ser negociado, tudo dependia do dinheiro que entrava e da boa vontade de pessoas desconhecidas. Mesmo assim, nunca desistiu de ir à escola, já que compreendia que a única ferramenta que tinha nas mãos capaz de ajudá-lo a mudar o futuro era a educação. Buscando uma maneira de revolucionar a própria vida e o sistema, Lucas enxergou na sala de aula a porta para uma vida melhor.

Mas viver nas ruas faz com que crianças e adolescentes presenciem uma dura realidade, que muitas vezes vem acompanhada de sofrimento e violência. Lucas precisou se comportar como adulto para conseguir sobreviver aos extremos da noite, protegendo os irmãos e a mãe.

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Foram seis longos anos morando nas ruas e contando com a boa vontade alheia, onde ele mesmo instalou uma rotina que facilitou o processo para terminar o ensino fundamental e agora o ensino médio. Ele acordava às 4h e ia a um posto de gasolina, era lá que ele conseguia usar o banheiro para fazer as necessidades e tomar banho antes de ir para a aula.


O café da manhã era servido na própria escola, e outra refeição no centro esportivo onde jogava futebol depois da aula. Ele só via a mãe no fim do dia. Em 2014, a história da família ficou conhecida por todos, os cinco foram transferidos para um hotel familiar e receberam as mais variadas doações.

Lucas conta que, no dia em que terminou o ensino fundamental, recebeu a notícia de que finalmente teria um lar para morar. Ele revela que lembra como se fosse hoje do dia em que sentiu o conforto e o alívio de descansar a cabeça em um travesseiro, provando de uma tranquilidade que nunca tinha experimentado antes, sentindo apenas gratidão à vida.

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A mãe finalmente conseguiu um emprego formal como administradora do local onde moram, e mesmo que não tenham luxos, Lucas explica que nunca mais precisaram passar nenhum tipo de necessidade. Quando completou 16 anos, o jovem decidiu trabalhar como encanador junto com seu tio, fazendo inclusive capacitação para isso.


Infelizmente, as aulas virtuais durante a pandemia fizeram com que interrompesse seu último ano do ensino médio. Mas ele explica que só precisou adiar por alguns meses seu sonho, já que prefere ter aulas presenciais para assimilar melhor o conteúdo. Ele acredita que o indivíduo perseverante sempre terá seu momento de triunfo, e complementa explicando que seu maior sonho é terminar a escola e continuar trabalhando para que nada mais falte em sua casa.

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