Pessoas inspiradoras

Jovem que vendeu doces, de bicicleta, para concluir a faculdade, formou-se e hoje faz mestrado!

Depois que sua avó faleceu, Wesley precisou vender doces para conseguir pagar as passagens de ônibus.



Entrar na universidade é uma conquista que muitos jovens e adultos almejam, podendo cursar a área de seu interesse e trabalhar nela no futuro e, quem sabe, realizando o sonho de unir paixão com obrigação.

Muitos indivíduos buscam uma recolocação no mercado de trabalho e sabem que, em alguns momentos, apenas o aprendizado vai fazer com que consigam essa posição de destaque que tanto desejam.

Mas nem tudo são flores. A universidade ainda é um local considerado das elites, ou seja, poucas pessoas das periferias conseguem acessar o ensino superior, e os números vão ficando cada vez menores à medida em que se afunilam as condições sociais delas.


A intersecção entre diversas minorias faz com que esses indivíduos tenham ainda mais dificuldades para ingressar na faculdade, e os que entram têm ainda mais problemas para conseguir conciliar o trabalho com a vida acadêmica.

Com apenas 24 anos, o jovem Wesley Paulo Peixoto sabe bem o que é isso, já que encontrou também muitas dificuldades na sua trajetória acadêmica. Morador de Belford Roxo, no Rio de Janeiro, ele conseguiu entrar em uma universidade em Duque de Caxias, com 100% das mensalidades pagas por conta de seu bom desempenho no Enem.

Direitos autorais: reprodução/arquivo pessoal.

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Para chegar ao local, o jovem que cursou Serviço Social conseguiu ajuda de sua avó paterna durante o primeiro ano. Infelizmente, Maria de Lourdes faleceu, e ele precisou arrumar outras formas de pagar as passagens de ônibus e assim continuar estudando. Foi quando teve a ideia de vender doces pelas ruas. Wesley conta que muitas pessoas nas ruas desconfiavam de suas intenções ao vender as balas, já que não acreditavam que ele pagaria as passagens com aquele dinheiro.

Algumas chegavam a pedir para ele mostrar o boleto da universidade, fazendo com que a situação fosse completamente humilhante, mesmo assim o jovem sabia que deveria persistir, e usava isso como força motriz para permanecer no caminho.

Foram três anos vendendo doces das 14h às 16h30, indo para a universidade em seguida, e aproveitando os intervalos para vender ainda mais. Era assim todos os dias da semana, independentemente do clima. Ele sabia que precisava insistir nas vendas, se quisesse se graduar. Assim que concluiu a faculdade, Wesley conseguiu um emprego como jovem aprendiz em uma empresa de material de construção.

Direitos autorais: reprodução/arquivo pessoal.


Apenas no ano seguinte o jovem conseguiu um cargo como assessor executivo na Secretaria Municipal de Assistência Social, Cidadania e da Mulher de Belford Roxo, onde está até hoje. Depois de todo o seu sofrimento, Wesley ainda conquistou uma vaga no mestrado em Relações Étnico-Raciais no Centro Federal de Educação Tecnológica (Cefet/RJ). Uma conquista atrás da outra!

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