Comportamento

Juíza grava tutorial sobre como andar sem máscara no shopping e gera polêmica

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A juíza ensina o “passo a passo” para passear sem ser incomodado e “posar de bondoso”. Assista ao vídeo!



Ludmila Lins Grilo, juíza da Vara Criminal e da Infância e da Juventude, da comarca de Unaí  (Minas Gerais), tem gerado polêmica nas redes sociais por publicar um vídeo em seu perfil no Twitter, na última segunda (4), ensinando a melhor maneira de andar sem máscara num shopping.

Na gravação, marcada como publicada em Niterói (RJ), ela aparece dentro de um shopping center, e faz um “tutorial” de 10 segundos sobre como andar sem máscara nesses centros de compras. Ela menciona na legenda do vídeo que esse tutorial serve para “andar sem ser admoestado e ainda posar de bondoso”.

Ludmila diz no vídeo que “tomando sorvete, pode andar sem a máscara”, que “o vírus gosta de sorvete” e que é só colocar de novo a proteção ao terminá-lo:


 


Essa foi sua publicação mais polêmica até agora, mas não foi a primeira que ela se posicionou contra as medidas de proteção na pandemia de coronavírus.

Em outra postagem na rede social, em 1º de janeiro, Ludmila divulgou uma gravação na cidade de Búzios (RJ), mostrando grande número de pessoas, sem máscara, em um ponto turístico. Segundo ela, a cidade estaria resistindo à “estupidez”, como classifica o uso da proteção. Em outro comentário na publicação, ela diz que Búzios é uma cidade que não se entregou ao medo, à histeria ou à depressão.

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Direitos autorais: reprodução Twitter/@ludmilagrilo.

Mais cedo, no mesmo dia, a juíza compartilhou outro vídeo em que aparece ao lado de turistas, celebrando a queima de fogos da virada do ano. Ludmila usou a hastag “#AglomeraBrasil”.


O comportamento da magistrada tem causado reações de apoio e também de discordância, seja dos internautas ou profissionais da área da justiça.

Segundo apurado pelo portal R7, antes mesmo da publicação dos vídeos, Ludmila já estava sendo observada pelo advogado José Belga Assis Trad, de Campo Grande, em Mato Grosso do Sul, que escreveu um ofício para o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), pedindo investigação da conduta da magistrada.

Ele se valeu de outras publicações da juíza, em que ironiza as medidas de proteção e diz que o público que a acompanha não tem formação médica e ainda assim se manifesta contra as recomendações das autoridades sanitárias, e acaba confundindo a opinião da magistrada, que classifica como “infundada”, com a da magistratura.

Um servidor da unidade em que Ludmila trabalha disse ao R7 que ela poderá se manifestar sobre o assunto. O portal de notícias, até o momento desta publicação, também não havia obtido retorno do Tribunal de Justiça de Minas Gerais e do CNJ.


Qual sua opinião sobre a atitude da juíza Ludmila?

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Aproveite esse ano para por fim ao que te faz mal!

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