Lágrimas… – são oceanos de histórias, contidos em uma gota!

As lágrimas escorrem da nascente cristalina dos olhos, margeiam como rios a face, frente a sinuosidade da vida, até desembocarem no mar dos lábios. Seu som é o grito da alma.



As lágrimas são apelos silenciosos ou aplausos da comoção. Imperceptíveis na correria diária, brilham faceiras no olhar que as retém.

Por medo de sua força, os homens a definiram como fragilidade, mas uma vez reveladas, libertam do peso autoritário dos grilhões e desafogam o pensamento, que aliviado volta a respirar e permitir o recomeço.

Chorar não é um ato de covardia, mas uma reação contra a apatia frente a realidades aparentemente insuperáveis. Covardia é fazer alguém chorar. Nas lágrimas nos reconhecemos, através delas, somos humanos. Ela nos despe, rouba em seu desenrolar a fantasia de herói.


As lágrimas traduzem a mesma transparência da água que a compõe. Ela é o êxtase do belo e o recuar diante do abismo.

Mágoa nada mais é, do que a aglutinação de “Má + água”. São as lágrimas pesadas pelos sedimentos ou detritos do passado. É necessário manter a fonte limpa.

Chorar é a chuva do orar. É o batismo da visão que purifica o espírito e o eleva da escuridão.


Perceber alguém que chora, por dentro ou por fora, estender a mão aos ouvidos que tudo que escuta é negação.

É entender enfim que lágrimas são mais do que gotas perdidas no oceano.

São oceanos de história contidos em uma gota.

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