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Lei da atração: a partir da nossa vibração, atraímos todas as situações que vivenciamos.

Além do certo e errado – A Lei da Atração e o Caminho da Transcendência

“Há uma diferença entre conhecer o caminho e trilhar o caminho” – diz o personagem Morfeu, em um trecho do filme Matrix.



Quando dizemos que ler um livro é um ato exclusivamente teórico ou que fazer exercícios físicos é uma ação totalmente corporal, estamos separando a mente do corpo. Ao consolidarmos esse tipo de crença, que somada a outras de vibração similar, formamos alguns de nossos paradigmas limitantes que atraem o medo.

Medo é a ilusão da separação, da dualidade expressa através de polaridades.

O medo manifesta-se quando esquecemos que somos um com o Todo, quando nos distanciamos da vibração de nossa própria alma, quando nos falta fé.


As concepções de certo e errado, por exemplo, criam estruturas sólidas para a proliferação do medo.

Embora a dualidade possa expressar dor, ainda assim, serve a propósitos evolutivos, de expansão de consciência.

Por exemplo: não é possível exprimir a totalidade dos sentimentos em palavras. E nem por isso as palavras deixam de ter sua importância, inclusive estas podem ser ferramentas fundamentais para a apropriação dos sentimentos.


Tudo está interligado. A realidade é a expressão de um imenso holograma. Vivemos numa grande teia energético-consciencial, na qual a evolução de um único ser afeta todos os demais, todo o seu entorno (isso é o chamado efeito borboleta).

E a polaridade permite treinarmos nosso olhar sobre nós mesmos a partir do DES-envolvimento, ou seja, de nossa capacidade de observar nossa própria vida com um certo distanciamento, sem nos julgarmos.

Uma pessoa que inicia uma dieta, por exemplo, ao olhar-se diariamente no espelho, não percebe as alterações em seu próprio corpo, do mesmo modo que seu amigo que ficou uma semana sem vê-la. Observar a estética do próprio corpo é mais difícil que observar a estética do corpo do outro.

Quando não estamos envolvidos diretamente numa situação, nosso olhar não precisa estar carregado dos sentimentos e emoções que aquela circunstância proporciona.

As polaridades são ótimas metáforas para nossa jornada em direção ao caminho do meio, da harmonia.

Voltemos à nossa infância, ao brincarmos em uma gangorra: estar embaixo provoca sensações e sentimentos diferentes de quando se está em cima ou no meio. Cada experiência é única e igualmente merecedora de honra.

Sob essa mesma perspectiva dual, podemos dizer que a evolução segue o caminho do amor ou da dor. A escolha pela dor não significa falta de amor, mesmo porque em essência, na unidade, só existe amor. A dor provém da ilusão da separação.

É importante lembrarmos que a base da lei da atração é a consciência de que nada acontece por acaso: a partir de nossa vibração, atraímos todas as situações que vivenciamos.

A transformação é nossa natural ferramenta rumo à evolução. Quanto mais expandimos nossa consciência, maiores são os desafios que a vida nos apresenta. Entretanto, nessa estrada ascendente, também passamos a contar com mais recursos para não precisarmos nos fixar na dor, já que o amor vai se tornando cada vez mais presente.

A lei da atração funciona em um universo multidimensional, a partir da consciência da unidade, não negando as polaridades, mas transcendendo-as.

Adriano Rizk – 02/06/2017

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Direitos autorais da imagem de capa: paffy / 123RF Imagens

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