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Lembranças dos “ontens”, tão próximos, que se esticarmos as mãos, podemos alcançá-los!

Lembranças dos “ontens” tão próximos que se esticarmos as mãos podemos alcançá los Hologramas apenas.

Lembranças dos “ontens”, tão próximos, que se esticarmos as mãos, podemos alcançá-los! Hologramas, apenas.



Sentamos às vezes, de frente a nossa jornada, essa que começou com uma bela palmada para que aprendêssemos a primeira lição, já nos primeiros segundos, precisávamos começar a respirar sozinhos e doeu aquele primeiro sopro de ar nos pulmões.

E assim, apanhando e aos berros, adentramos a essa louca e linda aventura chamada vida.

Dificilmente, vamos lembrar desse dia com clareza, mas está lá registrado. A vida bate assim que chegamos e continuará batendo, uma maneira de nos lapidar. Iguais aos diamantes que levam alguns milhares de anos para se formarem.


Só assim aprenderemos a viver e entender, formação bem feita leva tempo e dói, em qualquer segmento da vida.

Obviamente, não teremos milhões de anos para aprendermos a ser tão duros e ao mesmo tempo belos como aos diamantes, então, cabe a nós fazer valer cada segundo como anos de altas pressões e temperaturas que se elevam e se resfriam para nos formar.

Todavia, nós humanos temos a capacidade incrível de não enxergar as lições da vida, como uma mãe a nos guiar com olhos de amor. Preferimos a teimosia de achar (achar é duvidar) e vamos sucumbindo como as crianças, mimadas e pouco preparadas, às nossas vontades instintivas e pouco funcionais.

Somos dotados de razão e emoção, que misturados aos instintos atrapalham e muito nossa evolução. Temos a impressão de que somos sempre corretos. Muito nocivo sempre caminharmos assim. Quantas feridas se abrem e ainda nós passamos as mãos na cabeça, na tola ideia de que, a vida não nos cobrará. Ela cobra!


Imaginem os diamantes ainda em formação, quanto mais pressão, mais eles se agitam e se incomodam. No escuro, apertados, sem ter muito espaço para se mover. E a natureza?

Continuará seu curso, linda, porém firme e não parará de fazer sua função. Afinal, ela precisa apresentar ao mundo, sua obra de arte! Transparente, porém resistente, funcional, valiosa, bela e reluzente! Por que seria diferente com os seres humanos?

“Eu penso logo existo”. René Descartes, ao escrever essa pequena e tão valiosa frase, não foi simplista, há uma profundidade imensa nessas quatro palavras, nós é que não sabemos ler o todo da frase. Queremos apenas aparecer para os outros, nossos semelhantes, que também estão em processo de, tentando buscar o quê, não sabemos onde e assim, esquecemos de “existir para nós, gerando conflitos. Formação apenas.

Nossas inquietações em que tudo se resolva logo ali, no piscar dos olhos, leva-nos muitas vezes a errar e reclamar, igual aos primeiros segundos de vida, onde o ar entrou, atrapalhando assim a execução do preparo. Até quando vamos teimar em não esperar o tempo certo? Até quando, vamos sabotar a nós e aos outros?


Há um ditado popular que diz, “o leite só ferve ao virarmos as costas”. Essa metáfora é a mais lógica para a nossa jornada. Esperar apenas, (não confundir com inércia), a vida já nos foi dada.

Fazer a leitura do tempo das pressões, usá-las a nosso favor, isso se chama amadurecer e se não aceitarmos, vai doer sempre. E ao aceitarmos, por incrível que pareça, tudo começa a fazer sentido. Os hologramas, citados no começo do texto, começaram a fazer sentido. Relaxamos e nasce em nós o primeiro riso maduro das nossas teimosias.

É libertador rirmos de nós, das teimosias, há uma lição linda em cada uma delas. Rir com sabedoria das ações impulsivas e nocivas, conscientes em não fazê-las mais, pois essas, muitas vezes, atingem aos outros e, geralmente, aqueles que nos são os mais caros e raros!

O tempo de cada segundo, que tinha uma dificuldade imensa em nos formar, finalmente terá a oportunidade de trabalhar em paz em nós e nos dar paz, enfim.


Aceitar, não é acomodar, todos têm virtudes!  Devemos apenas, identificá-las, trabalhá-las com humildade e deixar o curso da vida seguir, sem pressa, entender que temos de ser preparados para quê, ao recebermos o melhor da vida, tenhamos a capacidade de acolher, entender e agradecer, cientes de que estamos preparados para vivê-las, sem que o “ar nos pulmões” nos machuque.

Sejamos todos bem-vindos ao alvorecer da maturidade!

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Direitos autorais da imagem de capa: rtsubin / 123RF Imagens


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