Lembrete do dia: não seja o chato da vez!

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O que é chatice? Segundo o dicionário, nas definições para chatice, temos:  apoquentação, maçadoria, chatura, chateza, caceteação, xarope, xaropada, estopada, chateação, arrelia, aborrecimento, importunação, contrariedade, cacetada, contratempo, amolação, amofinação, desgosto, maçada, agastamento.



Nesse sentido, uma pessoa chata é aquela que apoquenta (muito usado no Nordeste), que importuna, causa aborrecimento.

Nem sei se o termo xarope se utiliza ainda para os chatos, mas já muito utilizado: “Fulano é xarope!”

Todos nós temos nossos momentos de chatice. Assim, ser chato é uma fase. Pode durar o tempo de situações específicas – contrariedade que nos leva a ficarmos insuportáveis – ou, infelizmente, durar longos períodos.

Mais triste ainda é quando o indivíduo não percebe sua chatice. Nesse momento, temos que utilizar todos os mecanismos de defesa, e exercitarmos nossa paciência, para não nos envolvermos na situação e não socarmos o dito cujo.


Uma lista de comportamentos chatos em potencial e sugestões para não ser o chato da vez:

– Vegetariano em churrasco. Como é amigo dos carnívoros e só quer o bem deles (e da humanidade), tentará convencê-los a abandonarem o vício, justo no momento em que a carne sai da grelha. Impensável! Sugestão: 1. Não vá; 2. Vá e fique longe da grelha e coma apenas o vinagrete e farofa. 3: Jamais e em tempo algum fale de sofrimento do animal.


– Carnívoro em restaurante natural. Reclama da falta da proteína da carne naquela refeição, como se nunca tivesse ficado sem um bife na vida.  Solução: 1. Não vá. 2. Peça um ovo frito e feche a matraca, por favor! 3. Saia de lá e compre uma carne no açougue, ou um sanduíche, mas pare de falar que vegetais não o sustentam e que daria a vida por um churrasco nesta hora.


– Falar ao celular em lugares públicos como se estivesse no recinto do lar. Cabe nesse item o (não apenas ao celular) falar alto; besteira; contar intimidades; resolver negócios de forma a pedir aplauso dos presentes que escutam a conversa – como se fosse o maior negociador do mundo. O pior comportamento: discutir em público – usar palavrões, lavar de roupa suja e não perceber que as pessoas ao redor estão constrangidas por ele, típico caso de ‘vergonha alheia’. Solução: se não for caso de vida ou morte, busque um local privado para falar e, principalmente, não grite! A conversa é entre vocês. Os demais não precisam saber ou sequer participar.



– Competir por tudo. Se alguém está com dor de cabeça, o chato terá um tumor cerebral. Não se pode mencionar um nada, que o chato competidor vai lutar para ganhar a medalha de ouro.  De novo, se alguém comentar que está triste, com dor, sem dinheiro, sem projeto de vida, faça algo positivo por ele, mas não torne o assunto uma Olimpíada. Se não consegue, vá pela lei do menor esforço: feche a boca e pronto.


– Reclamar de tudo. Acordar reclamando e deitar reclamando. Pura síndrome de Hardy. Falar de doença (dos outros ou a própria), desgraça, violência etc.  Sugestão: 1. Meditação, oração, leitura, amigos (mas quem aguenta?) e novamente, boca fechada. 2. Pedir para quem está em volta lhe dar um cascudo a cada reclamação feita. Se não aprender pelo amor, vai pela dor.


– Doutrinar o tempo todo, seja qual for o assunto, religião, política, esporte, ideologias. Uma coisa é compartilhar experiências, outra é tentar convencer os demais do que o que se acredita é a solução para a humanidade. Se a função é essa mesmo – doutrinar, pelo menos respeitar a hora e o local para fazer isso. Nada mais incômodo do que ser doutrinado quando não se quer conversar sobre o assunto e o chato ‘não perceber’.  Solução:  não tem solução para o chato, só para quem o encontra: Fuja para as colinas!

Todo mundo conhece um chato, porém nunca se percebe como o chato. Devemos prestar mais atenção nas nossas ações para que não sejamos o personagem do texto. Desconfiômetro nunca é demais. Passe a perceber o seu entorno. Perceba o quanto as pessoas gostam ou não de estar com você. Converse francamente com alguns colegas e pergunte sobre seu comportamento. Principalmente: aguente as respostas sem argumentar ou se explicar.

Nada pior que um chato que discute por discordar de uma resposta que lhe foi dada quando ele mesmo perguntou.

Namastê!


Direitos autorais da imagem de capa licenciada para o site O Segredo: avemario / 123RF Imagens

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