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Levamos nossa realidade aonde quer que vamos…

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Entrei num site de relacionamentos – destes de namoro mesmo- e wow, descobri: estamos muito carentes! É isto. O mundo virtual repete o mundo real…e lá, como cá, tentamos resolver nossas carências das mais diversas formas.



Alguns, conversando; outros, mostrando fotos eróticas; alguns tantos, paquerando e tem até quem pratique golpes se aproveitando da carência geral. Falamos com várias pessoas ao mesmo tempo e montamos diversos personagens, tem até quem fale a verdade. Mas, ninguém acredita, pois se vemos o mundo pelo que somos e mentimos, acreditamos que as pessoas também mintam.

Tem gente fugindo de relacionamento por ter se machucado. Outros fugindo de se relacionar verdadeiramente com quem está ao lado para trocar mentiras por carícias em desconhecidos.

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E um punhado, verdadeiramente acreditando que podem encontrar o amor ali, entre tantos desconhecidos. Uma coisa é óbvia: casados, solteiros, todos estamos buscando a solução das nossas vidas no externo, acreditando que o mundo virtual nos torna livres para sermos e fazermos o que for do nosso agrado.

Nesta confusão mental, virtual e real, o sexo vem se tornando apenas mais uma ferramenta do medo, quando poderia muito bem ser o vislumbre do amor. Como sedentos, vamos andando pelo deserto, procurando diversos rios para matar a nossa sede e, quando não o encontramos, bebemos água até de canais lamacentos. Porque na nossa visão turva, descansar num oásis é perder tempo. O melhor é seguir caminhando…assim, nos mantemos na eterna busca de não se encontrar.

Assim, a história do tudo vale a pena se a alma não é pequena ganhou contornos trágicos. Se levarmos ao pé da letra, esta frase é de uma sabedoria incrível, pois nos mostra que tá tudo certo, pois somos grandiosos e mesmo, quando tudo parece errado, não está, é apenas uma forma sem amor de ver as coisas.

Mas, a tragédia está em acreditarmos que estamos livres para fazer de um tudo com e contra o outro. Não vemos que a cilada da liberdade pode estar numa dicotomia, pois em nome dela, ficamos presos à luxúria, à mentira e ao medo de mostrarmos quem realmente somos.


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Montamos a história que quisermos. E, dá-lhe acreditar que estamos enganando ao próximo, quando na verdade, mentimos para nós mesmos. O mundo pode ser virtual, mas nossos problemas são reais.

Levamos nossa realidade interior onde quer que vamos…


Use o cérebro antes de usar a língua!

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