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“Liberdade para seguir sonhos.” Mulher de 52 anos, que escolheu não ter filhos, é feliz e realizada

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Capa Facebook Liberdade para seguir sonhos. Mulher de 52 anos que escolheu nao ter filhos e feliz e realizada

Jessica Hawk-Ippolito escolheu trilhar o próprio caminho, ao invés de seguir aquilo que a sociedade esperava dela.

A professora Jessica Hawk-Ippolito, de 52 anos, sempre soube que não queria ter filhos. Como todas as mulheres, ela cresceu recebendo estímulos de frentes diferentes lhe dizendo que não estaria completa se não formasse uma família, e isso implicava em ter filhos. Mas esse nunca foi o seu desejo — assim como não é o de várias mulheres do mundo —, e Jessica escolheu que não cederia às expectativas externas, um ato corajoso que nem todas as mulheres conseguem — ou podem — fazer.

Anos após a sua decisão, ela continua feliz e satisfeita com o caminho que está trilhando. E embora ela tenha escolhido não ser mãe, isso não quer dizer que crianças estejam completamente fora de sua realidade.

Jessica é uma professora de Nova Jersey (EUA) e, de acordo com informações do portal de notícias Metro, ela dá aulas para alunos de diversas idades, desde a educação infantil até o ensino médio.

Mesmo sabendo desde criança que não queria ser mãe, Jessica ouviu de diversas pessoas que ela mudaria de ideia algum dia. O tempo passou, Jessica se casou — o que muitos consideram ser o ponto em que uma mulher passa a desejar filhos, mas sua decisão permaneceu a mesma: ela simplesmente não queria ser mãe e, apesar do que muitas pessoas possam pensar, não havia nada de errado nisso.

2 Liberdade para seguir sonhos. Mulher de 52 anos que escolheu nao ter filhos e feliz e realizada

Direitos autorais: Reprodução Instagram / @myteacherface

Jessica se tornou uma sensação no TikTok, por conta de seus vídeos bem-humorados sobre a vida como professora. Com toda a sua projeção, ela achou que seria interessante se manifestar para responder sobre os equívocos comuns e estereótipos que assumem sobre a pessoa que escolhe não ter filhos.

Ela deixou claro em sua entrevista que está mais do que contente com a decisão que tomou e não se arrepende de não ser mãe. Jessica ama sua vida e gosta da liberdade que tem para seguir seus sonhos.

Quando criança, esta tendência já se mostrava nos comportamentos de Jessica, ela se recorda de que não gostava de brincar de boneca e não se divertia em brincadeiras de casinha, que envolviam alguma dinâmica no estilo “mamãe e bebê”. Gostava mesmo era de brincadeiras em que delega tarefas aos brinquedos, como uma líder.

Jessica teve essa certeza em seu coração por praticamente toda a vida, mas ainda existiam pessoas que insistiam em lhe dizer que ela mudaria de ideia um dia sobre ser mãe. Até mesmo no dia de seu casamento, quando dava início a uma nova fase com seu parceiro, uma das perguntas que mais ouviu na noite foi sobre quando eles iriam “aumentar a família”.

Jessica certamente não é do tipo de pessoa que é contra crianças apenas porque escolheu não ter uma! Ela sabe que crianças são incríveis e a maternidade pode ser algo fantástico, mas simplesmente não se sentia contemplada por aquilo.

Seguindo sua escolha, Jessica teve liberdade para perseguir seus sonhos e pode se concentrar para viajar pelo mundo. E mesmo sem ser mãe, ela conseguiu o grande feito de impactar a vida de jovens com suas atitudes como professora: em 2021, ela fez sua última viagem com uma turma de formandos do ensino médio, junto com outros professores. Em suas redes sociais, ela conta como o momento foi emocionante, de ver o encerramento de um ciclo para uma turma cujo progresso ela acompanhou de perto.

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Nas poucas vezes que contemplou a possibilidade da maternidade, Jessica pensou que talvez gostaria de ser o tipo de mãe que fica em casa com os filhos em tempo integral, mas ao mesmo tempo o seu desejo de explorar o mundo falou mais alto. Por fim, ela escolheu o seu clamor mais genuíno e não se arrepende de sua escolha.

Ela pôde viajar para a Itália, França e mais lugares em que habitavam seus sonhos, tudo para ensinar crianças de todo o mundo. A professora guarda com carinho cada experiência dessas e em nenhum momento durante essas viagens — ou na sua rotina — ela pensou que queria viver uma vida que não fosse a sua.

Compartilhando sua versão de mulher adulta em paz com sua decisão de não ser mãe, a professora espera encorajar mais mulheres a seguirem esse caminho, se for o que elas desejam de verdade.

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