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Linn da Quebrada diz que Silvio Santos deve desculpas à comunidade trans

Foto: Instagram
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A cantora Lina Pereira, mais conhecida como Linn da Quebrada, de 31 anos, disse que o apresentador Silvio Santos, de 91, deve um pedido de desculpas à comunidade trans por ter prestado “desserviço” às pessoas trasngêneros.

Por meio de seu perfil no Twitter, a artista repercutiu um vídeo que circulou no começo do mês, quando Silvio recebeu em seu programa no SBT a Miss Trans Internacional Ava Simões, e aproveitou para tirar dúvidas sobre a transgeneridade. Na ocasião, o comunicador foi elogiado pela própria Ava e nas redes sociais por “dar uma aula” sobre aceitação.

Agora, Linn da Quebrada recuperou o debate e apontou que, ao contrário do que muitos apontaram nos comentários elogiosos a Silvio Santos, o dono do SBT, assim “como tantos outros meios de comunicação”, prestaram desserviço à comunidade constituída por transgêneros “pela contribuição assídua em desumanizar” essas pessoas. Ainda, a cantora ressaltou que o apresentador já “constrangeu e debochou” de Roberta Close, uma das primeiras personalidades trans do Brasil a falar publicamente sobre o tema em rede nacional de televisão.

“Mas é também o mesmo Silvio que constrange e debocha a Roberta Close. Ele como tantos outros meios de comunicação que devem desculpas pelo desserviço e pela contribuição assídua em desumanizar e atuar com tanto gosto na manutenção da violência e da dor [dessas pessoas]”, escreveu.

“E mais uma vez digo: não é sobre o Silvio, mas também é. Antes de tudo, falo da instituição televisiva que trabalhou muito bem e por muito tempo para a manutenção do espetáculo violento de nos ferir enquanto riam. Uma conversa muito mais extensa e que não se justifica os preços de tudo”, completou.

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Direitos Autorais: Reprodução/Twitter

Nos comentários, Linn da Quebrada rebateu as críticas e salientou que, sim, é “necessário” que não apenas Silvio Santos, “mas tantos profissionais da comunicação percebam o esforço sistemático na criação de um imaginário social, em rede nacional, que trabalhou muito bem para que rissem diante do espetáculo traumático de nos ferir e desumanizar enquanto riam”.

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Um seguidor disse que, ao seu ver, Santos “mais contribuiu do que errou” em relação à comunidade trans, e a cantora apontou que muitas pessoas são “coniventes” com os seus semelhantes e, por esse motivo, não vai “discutir nem mensurar em quantidade e nem me interessa tornar uma questão dele ou de outro, mas do papel que ocupam e dentro e com os meios de comunicação que criaram, mantiveram um pacto que até hoje tem seus efeitos”.

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Por fim, Linn da Quebrada disse que não considera “inútil” contrapor o preconceito estrutural da geração de Silvio Santos com o cenário atual, “porque não é sobre eles, não é sobre convencer e unificar”, mas é algo que faz por ela mesma.

“Não consigo e nem quero agora permitir que essa ideia se instaure, se cristalize e me mova. Estou cansada, estamos todas. Mas não vou me cansar menos ao aceitar que sofrer é inevitável”, concluiu.

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