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LÓGICA DO AMOR…

ENET da minha vida,



Escreveria muitas linhas nesta carta. No entanto, ficaria mais difícil para você calcular o número de proposições. E você sabe que devemos simplificar sempre que possível.

O fato é que comecei a achar suspeito o seu comportamento e passei a deduzir informações de relações arbitrárias, lugares e pessoas. Concluí que para encontrarmos o nosso termo futuro não basta a soma dos termos da sequência das nossas vidas. Afinal, são muitos os ciclos. Analogicamente, entre torneiras enchendo a nossa cabeça de DRs é sempre bom contarmos com um ralo para esvaziar os nossos pensamentos. De qualquer forma, podemos garantir e até assegurar, com toda a certeza, de que já passamos pelo pior caso de nossas vidas. Sendo assim, vamos concentrar agora no calendário, pois ao excluirmos a referência podemos resolver nossas pendências com o passado e agendar os nossos planos para o futuro sem errarmos as datas, mesmo nos anos bissextos divisíveis por 4.

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Todo esse raciocínio verbal e sequencial é para fazê-la entender que existe apenas uma verdade/mentira. Sendo assim, para desvendar o culpado devemos procurar duas frases convergentes ou contraditórias. Mas é um lance complicado. Então, procurei o conselho de um guru chamado Wagner Aguiar e ele disse que na lógica proposicional da vida devemos esquecer o contexto, focar nos conectivos e buscar a Verdade. Mas não é necessária a verdade absoluta da tautologia ou o oposto da falsidade das nossas contradições. O equilíbrio da indeterminação/contingência já basta.

Afinal, não existe relação perfeita como a Conjunção, em que TODOS precisam falar a verdade para ser verdadeiro. Temos que ser mais flexíveis como a Disjunção: BASTA UM falar a verdade para mantermos a paz e a harmonia em nossa relação. Só não sejamos como a Disjunção Exclusiva, em que ou é 8 ou é 80. Aí nossos conjuntos seriam disjuntos para sempre.

Proponho encontrarmos o nosso denominador comum através da técnica infalível do MMC. Na prática, poderíamos celebrar um pacto condicional. Livro-me daquela Vera Fischer Falsa que não pode ver queijo, e em todas as outras situações você fecha os olhos para as minhas falsidades e defeitos. E você abre mão daquele MANÉ, que você sempre mantém E nega. Se ainda assim, você não ficar satisfeita, sugiro um pacto bicondicional, em que ambos falando a verdade ou mentindo estaremos felizes e satisfeitos.


Em todo caso, basta fazermos uma análise combinatória das nossas vidas para compreendermos que quando a ordem importa é só multiplicarmos os fatores. Já quando a ordem não importa basta fazermos uma simples combinação. E, eventualmente, precisamos estar atentos às exceções. Afinal, às vezes aparece uma casca de BANANA, que nos faz andar de maneira CIRCULAR, mas sempre buscando alcançar a evolução do MENOS PARA o MAIS.

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Por fim, não vamos deixar ao acaso a probabilidade de ficarmos juntos. Não sabemos se cairá cara ou coroa no lançamento de uma moeda perfeita. Mas diante de todo o espaço amostral, de todas as possibilidades de nossa relação, o evento é o que queremos que aconteça.

Do seu TENE

Moral da História: É insofismável que os culpados de tudo isso são o Gauss, o Mané e a Vera Fischer. Já o único que sempre fala a verdade é o guru Wagner Aguiar. Então, se você quer passar, faça o que ele te aconselhar!    

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