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Lula admite que sua candidatura ainda é incerta e fala sobre as condições para levá-la adiante

Foto: Reprodução.
Capa Lula admite que sua candidatura ainda e incerta e fala sobre as condicoes para leva la adiante

Durante entrevista em uma rádio, o ex-presidente disse que ainda não é candidato certo nas eleições de 2022.

As eleições de 2022 ainda estão relativamente distantes, mas é seguro dizer que elas já geram bastante assunto no nosso cotidiano, principalmente nas redes sociais. Ao observarmos esta conversa em qualquer ambiente online, podemos perceber a presença daqueles que são a favor do governo vigente e os que são contra, apresentando apenas uma opção para mudar: o ex-presidente Luís Inácio “Lula” da Silva, que se tornou elegível novamente em 2021. Existem outras opções de candidatos que querem subir ao palanque, é claro, mas o cenário atual mostra uma certa polarização, no qual Lula e o atual Presidente da República, Jair Messias Bolsonaro, são os protagonistas.

Embora alguns eleitores já tenham expressado seu apoio, uma entrevista recente de Lula pode deixá-los um pouco confusos quanto aos rumos da eleição presidencial de 2022.

Durante entrevista à rádio Som Maior, de Criciúma, no estado de Santa Catarina, o ex-presidente afirmou que sua candidatura ainda não é uma certeza para a disputa deste ano e voltou a repetir que ainda não está definido como candidato, embora vários eleitores já tenham expressado apoio a ele.

Lula disse que gostaria de ter mais conversas com algumas forças políticas antes de dar a palavra final sobre sua candidatura. O ex-presidente disse ainda que deseja viajar para o Brasil antes, para formular seu plano para a disputa, conhecendo as nuances de cada lugar.

Por mais que seja uma figura emblemática do Partido dos Trabalhadores, Lula afirmou que não quer ser apenas o candidato do PT; ele deseja ser o candidato de um movimento maior, para restabelecer a democracia no país, em suas palavras.

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Direitos autorais: Reprodução Youtube / Lula

Lula deixou bem claro que quando sua candidatura for decidida, toda a imprensa será comunicada, ele anunciará a chapa e os planos do governo. O ex-presidente disse ainda que quando chegar a hora, será anunciado também quais os partidos que estarão junto a ele, em apoio, e que estas decisões serão comunicadas antes do início das eleições.

Questionado sobre a polarização das eleições que estão por vir, que ameaçam ser mais marcadas por esta questão do que qualquer uma das anteriores, Lula reconhece a existência da polarização, mas não vê algo necessariamente ruim em relação a isto.

Para Luís Inácio, a polarização não precisa ser encarada como algo negativo, e que fazer isso seria uma “bobagem”. Lula acredita que ela pode ser um sinal de que as pessoas estão vivas, que tem um lado e defendem aquilo em que acreditam.

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Direitos autorais: Reprodução Youtube / Lula

Lula já havia frisado anteriormente a existência de algumas condições para que sua candidatura fosse levada adiante. Ele enfatiza a importância do vice-presidente, o segundo em comando, e o parceiro ideal para este “casamento” o ex-governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, do Partido Socialista Brasileiro (PSB), uma sigla progressista, voltada para o centro-esquerda nas disputas eleitorais.

A previsão, de acordo com o jornal Metrópoles, é que a chapa de Lula e Alckmin seja anunciada até abril, se nenhum imprevisto ocorrer até lá.

Embora Lula afirme que ainda não é candidato certo nas eleições do segundo semestre, ele está se mobilizando para definir os palanques de sua eventual candidatura nos principais estados do país. Nas últimas semanas, ele interveio nas conversas para alianças na Bahia, Minas Gerais, Paraná e Santa Catarina.

De acordo com levantamentos do Datafolha, Lula aparece liderando nas intenções de voto e venceria Jair Bolsonaro em cenários diferentes: se as eleições fossem decididas no primeiro turno – em 2 de outubro de 2022 – Lula seria eleito com 48% dos votos. Já na possibilidade de um segundo turno, que ocorreria em 30 de outubro, Lula levaria a faixa presidencial com 59 por cento dos votos, contra possíveis 30% de Bolsonaro.

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