Reflexão

Madrastas não têm laços de sangue, mas constroem uma relação que nem o tempo é capaz de apagar

A capacidade que essas mulheres têm de amar seus enteados, dando-lhes atenção e permanecendo ao seu lado mostra toda a sua força e resiliência.



Encerrar um relacionamento está entre as coisas mais difíceis da vida. Toda vez que precisamos fechar as portas e dar as costas para o passado, precisamos nos manter firmes, tentando pensar mais no futuro do que em todas as coisas boas já vividas.

Tudo se torna ainda mais complexo quando o relacionamento envolve filhos, que ficam sem compreender o fim de um ciclo. Algumas crianças levam o término para o lado pessoal, achando que têm culpa quando os pais decidem não ficar mais juntos, precisando, às vezes, de acompanhamento psicológico.

Sabemos como o amor pode ser complicado, que envolve fatores que, muitas vezes, nem sabemos ao certo quais são. E todo esse cenário pode se tornar ainda mais complicado quando outra pessoa entra na jogada, tentando encontrar um espaço que, nem sempre, é gentil. As madrastas entram em nossas vidas em momentos atribulados, mas não estão ali para ser comparadas às mães.


A relação que os enteados podem criar com suas madrastas abre um leque de possibilidades infinitas, mostrando a força da amizade, da cumplicidade e do amor protetivo. Ao mesmo tempo em que elas não precisam ocupar a posição austera de uma mãe, estão sempre abertas às novidades, em busca de diversão e novos relacionamentos com os filhos do novo companheiro.

No início, pode parecer que elas querem ocupar a posição de outra pessoa, mas quando percebemos que não existe competição, aprendemos a desfrutar do valor de uma madrasta. Talvez o nome não faça jus à sua bondade nem aos contos de fadas, mas o que importa são os sentimentos que nutrimos em comunhão, a bondade que plantamos ao longo do caminho.

A diferença entre uma mãe e uma madrasta está no simples fato de que o jogo nunca está ganho, não existe um laço sanguíneo que determina o futuro, é preciso conquistar, é preciso relevar, construir e, principalmente, amar com todo o coração.

Não existe apenas um jeito certo de ser família, existem algumas que só têm duas pessoas, outras envolvem animais, outras são homoafetivas, outras são transgêneros, o que importa é a quantidade de si que você está disposto a dar.


As madrastas nos mostram que é possível melhorar o relacionamento diariamente, que é possível construir um elo de respeito, uma unidade que se importa com o bem-estar de todos. Não importa o destino daquela família, o que se constrói em base sólida está destinado a render bons frutos pela eternidade, e não existe vento capaz de entortar aquela estrutura.

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