Comportamento

Mãe compartilha imagem da filha de 12 anos sofrendo bullying depois que menina tirou a própria vida

5 capa Mae compartilha imagem da filha de 12 anos sofrendo bullying apos menina tirar a propria vida

Rachel quer mostrar ao mundo o que sua filha passou antes de cometer suicídio, e compartilhou vídeo dela sendo agredida fisicamente e levando chutes de outras meninas.



O bullying pode acontecer de maneira silenciosa, sem que os pais ou responsáveis pelas crianças e adolescentes o percebam. Os sinais nem sempre são aparentes, mas especialistas afirmam que as vítimas podem se tornar mais reclusas, apresentar comportamento estranho e oscilação de humor, características que, em alguns momentos, podem apenas ser parecidas com as que são próprias da puberdade.

Para algumas vítimas, o bullying atinge proporções inimagináveis, podendo afetá-las emocional e fisicamente. Rachel Halliwell descreve sua filha como uma menina “bonita e engraçada”, que acabou tirando a própria vida depois de meses de assédios e violações físicas e virtuais.

Semina Halliwell, de apenas 12 anos, morreu no dia 12 de junho deste ano. Ela passou quatro dias internada entre a vida e a morte. Depois que revelou ter sofrido estupro, por um menino de sua idade, a garota passou a sofrer abusos virtuais cada vez mais agressivos, até que ultrapassou os limites, chegando a se transformarem em violência física.


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Direitos autorais: reprodução Facebook/Rachel Halliwell.

O estupro aconteceu em fevereiro, de acordo com reportagem do Daily Mail, e em abril ela foi atacada duas vezes em parques perto de sua casa, em Meyerside, na Inglaterra. Mesmo após seu suicídio, inúmeras pessoas continuam deixando vídeos com mensagens ofensivas nas redes sociais de Semina, zombando de sua morte e ameaçando “destruir” seu túmulo.

Rachel decidiu compartilhar imagens chocantes da própria filha sofrendo violência física, recebendo chutes, socos e sendo arrastada pelo chão por um grupo de meninas para que todos os pais vejam até que ponto o bullying pode chegar. A mãe espera conseguir justiça para a filha, e afirma que nunca vai deixar sua memória cair no esquecimento.

Os investigadores locais continuam buscando respostas para o que aconteceu com a garota, já que o estupro não chegou a ser investigado antes de sua morte, mesmo tendo sido denunciado. De acordo com as autoridades, por livre e espontânea vontade, ela foi ao departamento de polícia e alegou que sofreu abuso sexual de um menino de sua idade, inclusive forneceu o endereço de onde aconteceu.


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Direitos autorais: reprodução Facebook/Rachel Halliwell.

Os deputados também buscam alternativas para ajudar a prevenir o suicídio, além de lutar contra o bullying de maneira mais eficaz. Como Semina passou a sofrer violência física apenas depois que declarou ter sido vítima de estupro, os oficiais e demais políticos acreditam que seu sofrimento de meses tenha sido insuportável.

Na segunda semana de setembro, Rachel denunciou a destruição completa do túmulo de sua filha, e disse que já tinha alertado sobre a chance de o caso acontecer. Ela explica que o local estava coberto de tijolos, pedras e sujeira de cachorro, ficando clara intenção da violação.

Ao saber do túmulo “completamente profanado”, a mãe disse que as pessoas responsáveis são “vis, nojentas e sem coração”, ficando sem palavras para descrever o impacto de descobrir que o lugar onde sua filha de apenas 12 anos está enterrada tenha passado por isso.


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Direitos autorais: reprodução Facebook/Rachel Halliwell.

Colegas, familiares e outras pessoas que amavam Semina se organizaram para limpar o túmulo, mas denunciam que vídeos de pessoas prometendo dinheiro a qualquer um que destruir o local e filmar o ato continuam aparecendo na internet. Vítima de múltiplos ataques, Semina não encontrou o apoio de que precisava em sua comunidade a tempo, o que resultou na sua morte com apenas 12 anos.

O bullying surpreende a todos porque costuma envolver mais de uma pessoa, o que significa que são muitos adolescentes sendo coniventes e alimentando a violência e o descaso com a vida humana. É preciso orientar crianças e adolescentes para que saibam como e onde denunciar quando se depararem com casos similares, já que é responsabilidade de todos zelar pelas pessoas.



Se estiver passando por crises de depressão e precisar de ajuda, não hesite em discar 188. Este é o número da parceria entre o Centro de Valorização da Vida com o Ministério da Saúde. A ligação é gratuita.

Também é possível encontrar atendimento no endereço eletrônico: www.cvv.org.br para chat, Skype, e-mail e mais informações. Para contatar o SAMU, disque 192. Atendimentos também são realizados nas Unidades de Pronto Atendimento (UPA), Pronto-Socorro e Hospitais.

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