Comportamento

Mãe de gêmeas com síndrome de Down relata intolerância: “Me expressaram seus pêsames”

Rachael recebeu condolências de muitas pessoas porque estava gestando gêmeas com síndrome de Down, além de ser avisada para “se preparar” para os problemas de saúde que teriam.



A intolerância e o preconceito assumem variadas formas na nossa sociedade, e comportamentos que ferem o corpo viram pauta de comentários que ferem o psicológico. As pessoas com deficiência (PCD) são vítimas de capacitismo o tempo todo, e convivem com inúmeras formas de violência sobre seus corpos.

A proteção exagerada, dando a entender que quem possui deficiência não consegue ser independente e autônomo ou a completa exclusão social são as principais manifestações de preconceito. Muitas pessoas acreditam que seria mais simples não gerar bebês deficientes, e tentam até coagir mães a abortarem, como se aquela vida não tivesse nenhum valor.

É um debate complexo, com diversas nuances, que Rachael Prescott, de Oregon, nos Estado Unidos, infelizmente teve que passar.


Ela é considerada “uma em um milhão”, porque engravidou de gêmeas idênticas, ambas com síndrome de Down, algo extremamente raro.

A mãe conta, em reportagem do Mirror, que chegou a receber seis indicações de abortos de médicos. Antes mesmo de Charlotte e Annette nascerem, ela foi bombardeada com condolências, por conta da deficiência de suas filhas.

A gestação foi um período de turbulências. Rachael e seu marido Cody foram informados de que provavelmente as meninas precisariam passar por cirurgia cardíaca aberta, logo após o nascimento, porque elas tinham uma doença congênita.


Direitos autorais: reprodução Facebook/Rachael Prescott.

O casal ficou um pouco confuso com a reação dos médicos à deficiência das meninas, mas não se importou e manteve a gestação, como desejaram. Passar pelo parto foi motivo de muita alegria. Rachael acredita que tudo isso seja um milagre, já que é extremamente improvável engravidar de gêmeos com a síndrome.

Os problemas cardíacos das meninas eram infinitamente mais preocupantes do que a condição genética delas, e isso irritou um pouco a família, que estava mais preocupada em cuidar de seus membros do que discutir formas alternativas de interromper uma gestação. Rachael e Cody já tinham dois filhos, e as gêmeas foram consideradas uma bênção.


Direitos autorais: reprodução Facebook/Rachael Prescott.

Charlotte teve de passar por cirurgia cardíaca aberta, com apenas 6 meses. Todos acreditavam que o casal estava de luto pela situação da filha, mas afirmam que tudo aquilo trouxe apenas felicidade.

Charlotte se recuperou bem e Annette não precisou de nenhuma cirurgia, mostrando que os cromossomos extras não fazem diferença alguma.


A família toda mergulhou no universo dos indivíduos com síndrome de Down, descobrindo valiosas informações para aprender a lidar da melhor forma com as meninas.

Rachael conta que, embora elas sejam menores do que a maioria das crianças da mesma idade, ambas se desenvolvem exatamente igual a todas as outras.

Direitos autorais: reprodução Facebook/Rachael Prescott.


Adoram se divertir com os irmãos mais velhos, brincam com o cachorro da família, exploram cada centímetro da casa, tudo caminha como deveria.

Uma história potente.

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