Comportamento

Mãe descobre que filha estava sendo estuprada depois de encontrar termos sexuais em buscas de seu celular

Foto: Cottonbro / Pexels
Capa Mae descobre que filha estava sendo estuprada depois de encontrar termos sexuais em buscas de seu celular

O caso ocorreu em Bauru, no interior do estado de São Paulo. A criança era abusada pelo pai de sua madrasta.

Uma criança de apenas 10 anos contou à mãe que estava sendo estuprada havia cerca de um ano e meio pelo pai de sua madrasta, um homem que era próximo da família e que via a menina com frequência. O caso aterrador aconteceu em Bauru, cidade do interior paulista.

De acordo com informações do portal de notícias JCNET, o abusador era um homem de 64 anos que, de acordo com a Polícia Civil, confessou o crime, dizendo que o que fazia com a menina era apenas “brincadeira”. O nome dos envolvidos não foi nem será divulgado, a fim de preservar a identidade da vítima e resguardá-la, de acordo com o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

A Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) informou que as suspeitas do crime começaram quando foram vistas pesquisas de termos sexuais no celular da vítima, algo incomum, tendo em vista sua pouca idade.

A mãe da menina contou que costuma verificar o celular da filha de tempos em tempos e, em uma dessas checagens, ela se deparou com várias pesquisas sobre assuntos de cunho sexual. Isso preocupou a mãe, que perguntou à menina sobre as pesquisas, a garota logo revelou a violência que estava sofrendo, o nome do autor e disse ainda que as agressões sexuais estavam acontecendo havia cerca de um ano.

O agressor era o pai de sua madrasta, a quem a menina disse que sempre via quando ia passar um tempo com o pai. Embora a guarda da menina pertença à mãe, a criança visitava o pai de 15 em 15 dias. O abusador morava na mesma casa que o pai e a madrasta da criança, e os abusos aconteciam sempre que os dois não estavam presentes.

A menina contou sobre os abusos à polícia e disse que nesses momentos o homem a obrigava a pesquisar os termos sexuais em seu telefone, por isso apareciam no seu histórico de pesquisa do telefone. Por questões éticas, detalhes sobre a violência sofrida pela menina não devem ser divulgados.

Ocorrência policial

A Polícia Militar foi acionada para atender a uma ocorrência de estupro de vulnerável, crime pelo qual o idoso, que confessou o crime, foi indiciado e teve a prisão decretada.
Como não houve flagrante, o delegado-assistente Gustavo Bertho Zimiani, responsável pelo caso, solicitou a prisão temporária do autor, que foi decretada pela Justiça. O abusador foi encaminhado a um presídio da região.

A menina passou por uma bateria de exames necessários e foi encaminhada ao Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas) para passar por escuta especializada.

O crime de estupro de vulnerável configura qualquer agressão sexual contra crianças, idosos, pessoas com deficiência e aquelas que estejam sob efeito de álcool e outras drogas, como no caso de coma alcoólico ou entorpecidas por alguma substância química.

Tramita no Congresso Nacional um projeto que prevê a ampliação da pena por esse crime para até 20 anos. O projeto foi ensejado pelos acontecimentos recentes envolvendo a influenciadora Mariana Ferrer, que foi estuprada em uma boate por um empresário quando estava sob efeito de substâncias que a deixaram incapaz de reagir à violência. Tais substâncias foram dadas a ela pelo autor do crime.

A autora do projeto, a deputada Daniela do Waguinho (MDB-RJ), afirma que o caso Mariana Ferrer tornou pública a necessidade de aumentar a pena por crimes em que o abuso de álcool e drogas é usado para entorpecer a vítima do crime de estupro.

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