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Mãe diz à polícia que abandonou bebê em obra porque engravidou por ser estuprada

capa facebook Mae diz a policia que abandonou bebe em obra porque engravidou apos ser estuprada

A recém-nascida foi encontrada abandonada em uma obra na cidade de Cristalina.

Uma mulher de 32 anos foi investigada por abandonar a filha recém-nascida numa obra da cidade de Cristalina, região do entorno do Distrito Federal. A mulher, que prestou depoimento à Polícia Civil de Goiás na última quarta-feira (13), três dias depois de dar à luz, revelou que teve essa atitude porque engravidou porque foi estuprada. Ela manteve sua gestação em segredo da família.

De acordo com o G1, nesta semana, a mulher recebeu alta do hospital municipal e seguiu para prestar depoimento. Ela não foi presa. Ainda segundo o G1, o delegado Juliano Campestrini informou que o caso foi tratado como abandono de bebê. A criança foi encontrada no domingo (9) e entregue aos cuidados da assistência municipal do município.

O delegado informou ao portal de notícias que a mulher apresentou sua versão sobre o abandono, dizendo que a gravidez foi indesejada e que ela não queria a criança, pois é fruto de um abuso sexual que ela sofreu em outro estado. Por esse motivo, ela pensou que o correto a fazer era esconder sua gravidez das pessoas.

Segundo a Metrópoles, a polícia fará uma investigação mais aprofundada sobre o caso para confirmar a veracidade do estupro. Porém, com a apuração prévia do caso de abuso sexual, é necessário cautela para delimitar a conduta da mãe. Não foi divulgado pela polícia o local do estupro nem se ela tinha alguma proximidade com o suposto abusador.

2 Mae diz a policia que abandonou bebe em obra porque engravidou apos ser estuprada

Direitos autorais: Reprodução Instagram / TV Anhanguera.

O bebê foi resgatado pelos filhos de Conceição Rodrigues, que é cuidadora de idosos. Ela contou ao G1 que seus filhos encontraram o bebê assim que ouviram seu choro, enquanto brincavam no local, e a chamaram para ajudar com os primeiros socorros. Ela relatou que os meninos foram correndo chamá-la, mas ela pensou que fosse mentira, porém ao ver o desespero das crianças, decidiu conferir. A cuidadora ainda revelou que, ao pegar o bebê no colo, ela deu “uma mexida” nela para confirmar se estava viva.

A criança foi encontrada com sinais de hipotermia, queda significativa da temperatura do corpo, o que geralmente acontece quando alguém fica exposto ao frio por tempo prolongado.

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Direitos autorais: Reprodução Instagram / TV Anhanguera.

Registros de violências sexuais contra mulheres no Brasil

Relatos de abusos sexuais preocupam no Brasil. Em 2021, segundo uma pesquisa do Instituto Datafolha, encomendada pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), durante a pandemia de covid, uma a cada quatro mulheres acima de 16 anos relatou ter sofrido algum tipo de violência no país, sendo cerca de 17 milhões as que informaram sofrer violência física, psicológica e sexual, conforme cita o G1.

Mesmo com o isolamento social e todas as restrições impostas para o combate da pandemia, os dados de assédio sexual contra mulheres foram de 37,9%, contra 37,1% em 2019. A violência que atinge centenas de mulheres no mundo diariamente pode ocorrer de diversas formas: estupro, assédio, violência doméstica, feminicídio, entre outros.

De acordo com a Metrópoles, em 2019, o Brasil registrou um estupro a cada oito minutos, ou seja, cerca de 66,1 mil boletins de ocorrência sobre estupro e estupro de vulneráveis. Já em 2015, a média era de um estupro a cada 11 minutos, de acordo com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública.


Se você presenciar um episódio de violência contra a mulher ou for vítima de um, denuncie o quanto antes pelo número 180, que está disponível todos os dias, em qualquer horário, seja por ligação ou aplicativos WhatsApp e Telegram.