Comportamento

Mãe é denunciada pela escola por negligência, porque foi buscar filho com 7 minutos de atraso

2 capa Escola denuncia mae por negligencia depois que ela se atrasa 7 minutos para buscar filho

JaNay Dodson foi denunciada aos serviços de proteção à criança por negligência, porque se atrasou menos de 10 minutos para buscar seu filho na escola.



Em Chicago, nos Estados Unidos, uma professora está indignada com o que passou com seu filho Braylin, de 10 anos. Segundo reportagem da NBC, a diretora denunciou JaNay Dodson para os serviços de proteção à criança sob acusação de negligência, pois ela se atrasou cerca de 7 minutos para buscar o menino.

O caso ocorreu no dia 2 de março. A professora estava prestes a dar uma aula virtual de ciências para a Hyde Park Academy, quando se deu conta de que não conseguiria chegar a tempo de pegar seu filho na escola.

Ele estuda em Lakeview, na Inter-American Magnet School, e deveria ter um ônibus escolar para levá-lo até sua casa, mas era o segundo dia de aula e a escola ainda não havia fornecido uma rota para alguns alunos.


Dodson não podia deixar a aula no meio, tampouco conseguiu falar com alguém na escola, então pediu ao seu irmão para buscar Braylin.

Ele saiu do trabalho e chegou à escola às 16h37, com apenas sete minutos de atraso e, antes mesmo de dar 17h, o menino já estava em casa. A mãe pensou que havia contornado a situação muito bem, dadas as circunstâncias do momento, e que o assunto estava resolvido.

A política do Child Protect Services (Serviço de Proteção à Criança, em inglês, abreviado para CPS) estabelece que, sempre que um aluno não puder voltar para casa sozinho, e ficar na escola, uma equipe deve ligar para os pais e todos os contatos de emergência fornecidos na matrícula.

As pessoas devem ser informadas de que, caso não busquem a criança, a escola será obrigada a ligar para o Departamento de Polícia e Departamento de Crianças e Serviços à Família.


No dia 4 de março, Braylin foi tirado de uma aula e questionado por um investigador do Departamento de Crianças e Serviços à Família. Depois, outro funcionário esteve em sua casa para coletar algumas informações, como o contato de amigos e familiares que pudessem confirmar que a mãe possuía a guarda da criança.

A situação deixou muitos pais e mães em choque, além dos professores. Alguns relataram que também já tiveram péssimas experiências com o Departamento por conta dessa política, enquanto outros afirmaram que costumam chegar atrasados e nunca foram denunciados. O porta-voz do CPS disse que as políticas adotadas têm o objetivo de manter a segurança das crianças, que todos estão cientes das circunstâncias e estão em processo de revisão do ocorrido.

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Direitos autorais: reprodução Facebook/JaNay Dodson.

A professora explica que qualquer registro de investigação nesse departamento, mesmo que constatada sua integridade, pode manchar sua imagem, afetando diretamente sua carreira. Além disso, todo o procedimento e a forma como foram conduzidas as coisas fizeram com que Braylin não quisesse mais frequentar as aulas presenciais, já que ficou preocupado com a possibilidade de a polícia ou alguém do departamento levá-lo embora.


Dodson conta que, mesmo que a política seja entrar em contato com os pais e contatos de emergência, não recebeu nenhuma ligação no dia do ocorrido. Pelo contrário, ela informou que ligou para a escola inúmeras vezes para avisar que seu irmão estava a caminho, mas ninguém a atendeu.

Ela chegou a mandar um e-mail para a instituição e recebeu resposta apenas no dia seguinte, na qual a diretora dizia que a mãe havia excedido o tempo limite das 16h30.

Percebendo que a escola a havia denunciado e a diretora a ameaçava, ela pôs-se do lado de fora da escola, aguardando a chegada dos pais para ver se algum se atrasaria naquele dia. Um pai chegou às 16h47. Então perguntou a ele se havia sido denunciado, ao que o pai respondeu que não, mesmo não sendo a primeira vez que chegava naquele horário.

A mãe então se deu conta de que os “protocolos” não eram aplicados a todos os pais, e revela que sua única diferença em relação aos outros é que ela é negra. Depois disso, numa reunião, pais e professores criticaram duramente a atitude da escola e a forma como escolheu lidar com aquela situação.


Dodson agradeceu o apoio que recebeu de vários membros da comunidade escolar e explicou que não se trata apenas dela e de seu filho, essa prática pode afetar futuramente outros pais e crianças que se atrasarem minimamente.

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