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Mãe é presa suspeita de ‘vender’ filha de 4 anos para estupradores

Mae e presa suspeita de ‘vender filha de 4 anos para estupradores

Além da mãe da menina, dois idosos foram presos pelo crime.

Mais um caso de perversidade contra crianças choca o Brasil, e desta vez, como tantas outras infelizmente, a violência veio de dentro da família. Uma mãe teria vendido sua filha para abusadores.

De acordo com o portal Metrópoles, a Polícia Civil informou que prendeu, no último dia 26 de janeiro, dois homens idosos e uma jovem por suspeita de estupro de vulnerável contra a filha da mulher, uma menina de 4 anos. O caso ocorreu na cidade de Maribondo, interior de Alagoas.

De acordo com informações da polícia, a mãe, de 20 anos, permitia que os homens, dois idosos de 78 e 81 anos, abusassem da menina na casa onde as duas moravam, contanto que eles pagassem a quantia de R$ 50. Não há informações sobre o pai da criança ou há quanto tempo os abusos aconteciam.

Ainda de acordo com os oficiais da lei, um dos homens chegava a introduzir o dedo na vagina da criança, além de pedir que ela segurasse o pênis durante o abuso sexual.

A mãe da menina e os idosos vão responder pelo crime de estupro de vulnerável, com pena prevista de seis a oito anos em regime fechado. O destino da criança foi mantido em sigilo para preservar sua segurança.

Abuso de menores no Brasil: um grande número para uma estatística revoltante

Infelizmente, esse caso é mais um na enorme e alarmante estatística de menores de idade que sofrem abuso no Brasil. De acordo com dados divulgados pelo Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, dos 159 mil registros feitos pelo “Disque Direitos Humanos” em 2019, 86,8 mil foram por violação de direitos de crianças ou adolescentes, quase 14% superior aos registros de 2018.

A violência sexual figurou em 11% das denúncias que se referem a esse grupo específico, o que corresponde a 17 mil ocorrências. Em comparação com 2018, o número se manteve praticamente estável, apresentando queda de apenas 0,3%.

A ministra Damares Alves, à época da divulgação do levantamento de dados, incentivou jornalistas e especialistas a refletir sobre os resultados apresentados, dizendo que cada informação nova na luta contra essa violência era mais uma forma de entender sua atuação.

Segundo a ministra, a violência sexual deve ser tratada sempre com muita atenção, pois os outros tipos de violações são visíveis, mas a violência sexual nem sempre é. “Na maioria das vezes, ela é silenciosa”, disse a ministra.

De acordo com o site gov.br, o crime é classificado em abuso ou exploração sexual, sendo a principal diferença o fator lucro. Enquanto o abuso sexual é a utilização da sexualidade de uma criança ou adolescente para a prática de qualquer ato de natureza sexual, a exploração é mediada por lucro, objetos de valor ou outros elementos de troca, como a prostituição de menores.

O levantamento permitiu identificar que a violência sexual acontece, em 73% dos casos, na casa da própria vítima ou do suspeito e é cometida por pai ou padrasto em 40% das denúncias.
O suspeito é do sexo masculino em 87% dos registros e, igualmente, de idade adulta, entre 25 e 40 anos, para 62% dos casos. A vítima é adolescente, entre 12 e 17 anos, do sexo feminino em 46% das denúncias recebidas naquele ano.

Denuncie!

Milhares de crianças e adolescentes são expostos à violência sexual constantemente. Até abril de 2019, o “Disque 100” recebeu mais de 4 mil denúncias de abuso contra menores em todo o Brasil.

Como nos casos de racismo, homofobia e outras violações de direitos humanos, qualquer cidadão pode fazer uma denúncia anônima sobre abuso ou exploração infantil e juvenil pelo “Disque 100”. A denúncia será analisada e encaminhada aos órgãos responsáveis pela defesa dos direitos humanos, respeitando-se as competências de cada órgão.


Se você presenciar um episódio de violência contra crianças ou adolescentes, denuncie o quanto antes pelo número 100, que está disponível todos os dias, em qualquer horário, por ligação ou dos aplicativos WhatsApp e Telegram.

O mesmo número também atende a denúncias sobre pessoas idosas, pessoas com deficiência, pessoas em restrição de liberdade, população LGBT e população em situação de rua, além de denúncias de discriminação étnica ou racial e violência contra ciganos, quilombolas, indígenas e outras comunidades tradicionais.

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