Família

Mãe expõe motivos que a fizeram devolver filho adotado

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Ela adotou a criança com 7 anos, porém aos 12 anos, o sonho virou pesadelo.

Muitos casais sonham em realizar o desejo de ser pais, infelizmente alguns deles não conseguem fazê-lo da maneira tradicional e partem para a segunda opção, adotar uma criança.

O processo de adoção, que tem o intuito de dar um lar a crianças e adolescentes desprovidos de familiares, nem sempre é fácil e rápido, na maioria das vezes, pode demorar mais de sete meses para ser concretizado. Agora imagine você passar por todo esse processo e infelizmente precisar devolver seu filho ao sistema de adoção?

O caso aconteceu com a premiada ex- apresentadora Eleanor Bradford, do famoso jornal BBC News. A jornalista e seu marido decidiram entrar no processo de adoção ao perceber que não conseguiriam gerar os próprios filhos.

O casal decidiu adotar dois irmãos, um de 3 anos e outro de 7, pois não se sentiu à vontade para separar as duas crianças. Logo que foi finalizado o processo de adoção, Eleanor declara que eles instantaneamente se sentiram uma família, criando um vínculo repentino.

Em uma coluna escrita por ela para o jornal The Times, a jornalista declarou que os cinco primeiros anos de vida com uma família completa foram incríveis e fabulosos, mas infelizmente o sonho se tornou um pesadelo. O filho mais velho, quando se tornou adolescente, começou a agir de forma fora do comum: mentir com frequência, furtar pertences e dinheiro da bolsa da mãe, envolver-se em jogos criminosos e ter comportamentos estranhos na internet.

O adolescente costumava participar de apostas online e, para manter o vício, frequentemente furtava os avós. Os pais do garoto chegaram a tomar o celular dele como forma de castigo, mas logo depois descobriram que o vizinho teria emprestado um smartphone para ele continuar apostando.

Ele constantemente demonstrava falta de empatia, entretanto, nunca teve ou foram presenciadas atitudes violentas com os familiares. O casal começou a buscar o motivo dessas atitudes, porém sem sucesso, então pai e mãe decidiram devolver o rapaz ao sistema de adoção, uma decisão drástica e dolorosa.

Eleanor revela que o seu filho não consegue ficar muito tempo em uma casa de adoção — já teria passado por cinco delas. A mãe lamenta que esses lugares não investem dinheiro em cuidadores formados em traumas ou especialistas, como psicólogos e professores, para acompanhar diariamente o avanço das crianças.

Eleanor disse: “Há um buraco vazio em nossa casa, mas não é inteiramente um buraco negro. Posso entrar pela porta e deixar minha bolsa sobre a mesa. Antes, eu tinha que trancar minha bolsa, esconder a chave e guardá-la com segurança no andar de cima. Nossa casa é um lugar feliz.”

Para o site BBC, a comunicóloga e também administradora de uma instituição de caridade nomeada como Adoption UK, expressa sua indignação com o sistema de adoção por não se preocupar com os antecedentes das crianças, não submetê-las a cuidados especiais para verificar se sofreram algum tipo de trauma, incluindo violência, abuso de álcool, que podem ter consequências emocionais.

A instituição de caridade de Eleanor, localizada na Escócia, revela que muitos pais adotivos lutam para ter acesso ao apoio necessário. A comissão já está exigindo treinamento especializado em trauma para professores da região, avaliações de necessidade e planos de apoio.

Depois que o pedido da jornalista foi transmitido no site da BBC, um porta-voz do governo escocês anunciou que todas as autoridades locais têm o dever legal de fornecer todo o apoio necessário para essas famílias adotivas.

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