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Mãe ficou sem leite durante voo e aeromoça ajudou amamentando o bebê. Serviço de primeira classe!

4 capa Mae ficou sem leite durante voo e aeromoca ajudou amamentando o bebe Servico de primeira classe

Durante um voo doméstico nas Filipinas, uma passageira ficou sem fórmula para dar ao bebê, em desespero, acabou recebendo ajuda de uma comissária de bordo.

O leite materno é um dos mais completos alimentos, fundamental nos dois primeiros anos de vida das crianças. Segundo o “Guia Alimentar para Crianças Brasileiras Menores de 2 Anos”, publicado pelo Ministério da Saúde neste ano, a recomendação oficial é que os bebês sejam alimentados exclusivamente de leite materno até os 6 meses, não sendo necessário oferecer água, chás ou qualquer outro alimento.

O aleitamento materno faz bem à saúde e ao desenvolvimento da criança, promove vínculo afetivo, é econômico (não existem custos financeiros para as mães), faz bem à sociedade e ao planeta, já que não gera nenhum tipo de impacto ambiental. Dentre as principais recomendações do Ministério da Saúde, bem como da Organização Mundial da Saúde (OMS), estão não oferecer chupetas, mamadeiras ou outros bicos artificiais, já que isso pode causar o desmame precoce, não inserir outros tipos de leite sem necessidade comprovada e iniciar a introdução alimentar antes dos 6 meses.

Tanto a OMS quanto outros órgãos de saúde recomendam que a amamentação seja até, no mínimo, 2 anos de idade, o que significa que, depois disso, ainda assim continua sendo benéfica, garantindo que a criança receba nutrientes essenciais ao seu crescimento. O peito, além de alimento, também ajuda o bebê a se acalmar, auxiliando a regular o sono e reduzir qualquer tipo de ansiedade.

Os benefícios do leite materno são tantos, que muitos médicos o chamam de “ouro líquido”, e é justamente por isso que o mês que promove o aleitamento das mães é chamado de “Agosto Dourado”. A comissária de bordo da Philippine Airlines, Patrisha Organo, sabia exatamente de todos esses pontos positivos do leite produzido pelo corpo das mães, tanto que até ajudou uma passageira a alimentar seu filho.

O caso é curioso e suscita um importante debate acerca do tema. De acordo com a CNN, durante um voo doméstico nas Filipinas, Patrisha percebeu que um bebê estava chorando muito e decidiu ir até a mãe perguntar se poderia ajudar em algo. Com os olhos completamente marejados, ela explicou que estava sem a fórmula artificial, por isso não tinha como alimentar sua filha.

A comissária de bordo explica que sentiu um “aperto no coração”, primeiro, porque no avião não havia fórmula para oferecer; segundo, porque ela também tinha filhas pequenas e sabia exatamente qual era a sensação de ver uma criança chorando. Tentando buscar soluções imediatas para aquele problema, Patrisha conta que só tinha uma coisa que poderia oferecer, e foi justamente o que fez.

Como ainda amamentava, Patrisha ofereceu o próprio leite, o único alimento apropriado para bebês daquele voo. Declarando-se uma “defensora da amamentação”, ela conta que uma colega de trabalho ajudou a conduzir a mãe até a cozinha, onde amamentou sua criança.

Vendo o alívio nos olhos da mãe, a comissária seguiu amamentando a bebê até que ela adormecesse, levando posteriormente a família de volta ao seu assento. Sentindo-se imensamente grata, a mulher agradeceu a Patrisha profundamente, fazendo com que ela se sentisse ajudando os passageiros. Em uma publicação nas redes sociais, ela agradeceu ao Senhor pela dádiva das mulheres poderem ter o leite materno.

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Direitos autorais: Reprodução Facebook / Patrisha Organo

Mesmo que a experiência entre as mães tenha sido potente e que uma criança tenha sido alimentada com um dos melhores alimentos do mundo, é importante salientar que, de acordo com os principais órgãos de saúde, a amamentação cruzada (quando as mães amamentam outras crianças e não apenas seus filhos) é uma prática considerada perigosa.

Antes de oferecer o leite de outra mãe para sua criança, os médicos recomendam que um pediatra seja consultado, já que existem grandes chances de transmissão de doenças infecciosas graves, ISTs, substâncias constantes em medicamentos incompatíveis com a amamentação e até mesmo drogas ilícitas, que podem passar para a criança que recebe o leite.

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