Comportamento

Mãe mostra o poder dos cabelos longos e crespos de filho de 9 anos e celebra ancestralidade africana

Farouk James ajuda a empoderar milhares de outras crianças que, assim como ele, também têm os cabelos crespos e sabem que são uma ferramenta de luta e resistência.



O cabelo faz parte da estética de todas as pessoas. Quando se escolhe um corte de cabelo, um penteado ou um pigmento para tingi-lo, o indivíduo pensa em como vai ficar depois daquela intervenção, quer se sentir belo e fazer parte de sua comunidade.

Para o movimento negro, além da estética, o cabelo representa resistência. O processo de escravidão e as constantes tentativas de “embranquecimento” da população brasileira fizeram com que símbolos ligados aos países africanos fossem considerados inferiores. Raspar os cabelos de escravos e escravas fazia parte da rotina na casa-grande, impossibilitando qualquer tipo de identificação étnica.

Os “senhores” queriam apagar a identidade do povo negro, negar sua individualidade, isso tudo faz parte de um constante esforço para animalizar os escravos, fazendo-os se distanciar o máximo possível da humanidade. O colonialismo deixou cicatrizes profundas na nossa população que, por muito tempo, se recusava a enxergar a própria cor.


O movimento negro das Américas sempre buscou romper com a estética branca dos corpos, que ridiculariza as características físicas dos negros, associando tudo o que destoa do padrão europeu a algo ruim.

O cabelo é um dos principais símbolos de resistência, porque envolve história, porque marca a identidade de uma população órfã e mostra a recusa de um movimento ao projeto de destruição de culturas africanas.

Direitos autorais: reprodução Instagram/@faroukjames.

Farouk James, de apenas 9 anos, trabalha como modelo e exibe o majestoso cabelo longo e crespo em seus trabalhos, ajudando a empoderar outras crianças do mundo. Penteados que exaltam a cultura afro, que mostram variados tipos de tranças e o cuidado apropriado dos cabelos, mais do que belos, representam a força das raízes da criança.


Direitos autorais: reprodução Instagram/@faroukjames.

Filho de mãe solo, o menino se mostra confortável com o tipo de trabalho que faz, suas fotografias mostram a beleza e delicadeza da criança, que abordam questões como a beleza negra, a criação infantil, a masculinidade tóxica e a liberdade de poder ser quem se é.

Direitos autorais: reprodução Instagram/@faroukjames.

Bonnie, mãe de Farouk, é quem gerencia o perfil do filho no Instagram e quem faz a maioria das filmagens e publicações. É possível perceber o importante papel que assume na vida da criança, enaltecendo a história da população negra, suas figuras históricas importantes e a potência das novas gerações.


Mesmo tendo a pele branca, saber posicionar o filho no mundo, ensinando-lhe suas origens é um dos principais aspectos de sua maternidade.

Direitos autorais: reprodução Instagram/@faroukjames.

Além de defender o antirracismo, muitas publicações também são voltadas para a luta contra a homofobia, mostrando que, além de um perfil de trabalho, Farouk possui também uma plataforma engajada em lutas sociais.

Farouk mostra a força e a beleza de seus cabelos, usando-os como ferramenta de ativismo!


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