Comportamento

“Mãe precisa mesmo padecer no paraíso? É sacrifício?” Fernanda Lima fala sobre os desafios da maternidade

Em seu novo programa, que apresenta junto com o marido Rodrigo Hilbert, a apresentadora abriu o jogo sobre questões até hoje complexas e pouco faladas da maternidade.



Quando uma criança nasce, muito daquilo que os pais eram, mesmo que por alguns anos, desaparece. Isso acontece de forma natural, já que, na maioria das vezes, os adultos precisam mudar grande parte dos hábitos para conseguir conciliar a vida com o novo morador da casa.

Mas não é só sair ou tomar longos banhos que começam a passar longe da lista de afazeres, até os padrões de sono da casa acabam mudando. Um recém-nascido precisa aprender tudo aquilo o que os outros já sabem, e que também levaram anos para aprender, isso inclui também o sono.

Para as mães, as dificuldades envolvem outras questões, como o corpo, os hormônios, a lactação, o cansaço extremo e a perda de identidade. Assim que a criança nasce, a mulher sai da gestação e entra no puerpério, período pós-parto, e muitas passam a sentir uma cobrança exacerbada, que mina a própria confiança em maternar.


A atriz e apresentadora Fernanda Lima, de 43 anos, mãe de três crianças, falou recentemente sobre o assunto em seu novo programa “Bem Juntinhos”, que apresenta com seu marido Rodrigo Hilbert, de 41 anos.

Recebendo a roteirista e diretora Helena Ramos e a filósofa Djamila Ribeiro, o episódio abordou temas sensíveis e necessários, girando em torno principalmente dos sentimentos das mulheres que acabaram de se tornar mães.

Direitos autorais: reprodução Instagram/@fernandalimaoficial.

Fernanda questiona máximas comuns na maternidade, como se é mesmo preciso “padecer no paraíso”, se é “trabalho”, se envolve “sacrifício” ou se é “destino”. Mãe dos gêmeos Francisco e João, de 13 anos, e Maria, de 1,6 ano, a apresentadora explica que, para uma mãe nascer, a mulher que existia antes precisou deixar de existir. Ao mesmo tempo em que sente uma explosão de alegria, quando vê o filho pela primeira vez, aquela mãe também sente a perda de identidade, o luto pela mulher que já foi.


Direitos autorais: reprodução Instagram/@fernandalimaoficial.

O puerpério é um momento de constante busca da mulher, que pode durar semanas ou até anos. Exatamente, anos! Não é a mesma coisa que depressão pós-parto, já que, nesse caso, a mulher passa por alterações que precisam ser acompanhadas de perto por um profissional da área.

Mas pode ser considerado um momento de muita solidão, já que, a partir daquele momento, poucas pessoas continuam a fazer parte do círculo de amizades daquela nova mãe.

Helena Ramos ficou muito conhecida nas redes sociais por estrelar ela mesma em curtas de humor (e muita verdade!) no YouTube. Chamada de Hel Mother, a jovem questionava os “pitacos” que as mães de primeira viagem recebem, fazia piada da constante exaustão materna, além de destrinchar ironia a todos aqueles que não compreendem as dificuldades da maternidade solo.


Direitos autorais: reprodução Instagram/@fernandalimaoficial.

Djamila Ribeiro também falou das dificuldades que encontrou na maternidade, mas sob o aspecto do racismo. Temas como violência obstétrica, dificuldades na amamentação e o papel do pai nesse novo momento também foram abordados.

A figura paterna, por vezes, sente-se negligenciada no processo do nascimento, mas precisa mudar esse ponto de vista, tornando-se ativa por conta própria, sem esperar que as mulheres o peçam.


 




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