Comportamento

Mãe que amamenta filha de 10 anos é criticada nas redes sociais: “É uma questão de escolha!”

Sharon Spink recebeu muitos comentários negativos em relação à amamentação prolongada de sua filha caçula Charlotte, chegando a ser acusada de abuso infantil.



Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o aleitamento materno deve ser oferecido de forma exclusiva até o bebê completar seis meses, e continuar até que a criança complete, no mínimo, dois anos, com o apoio de uma alimentação saudável.

Por mais que exista justificativa médica para que a amamentação de uma criança continue mesmo depois dos dois anos completos, ainda existe muito tabu quando uma mãe é vista oferecendo o próprio leite às crianças mais velhas. Algumas organizações de mulheres e pediatras, que apoiam o aleitamento materno, justificam o preconceito como parte de uma sociedade que deseja desmamar bebês precocemente, fazendo uso de produtos industrializados e bicos artificiais, como chupeta e mamadeira.

A norte-americana Sharon Spink, mãe de quatro filhos, conseguiu prolongar a amamentação de sua filha caçula, Charlotte, até ela completar 10 anos, uma postura que incomodou muitas pessoas nas redes sociais.


Munida de informações médicas, a mãe explicou, em entrevista ao The Sun, que estava determinada a fazer o desmame natural, ou seja, até sua filha decidir, sem intervenção nenhuma.

Ela enxerga o desmame natural como algo positivo para a criança, que tem a possibilidade de decidir o que é melhor para si mesma. Outro motivo que impulsionou a amamentação prolongada foi a incapacidade de conseguir amamentar seus três filhos mais velhos da forma como gostaria. Sharon explica que os dois filhos mais velhos só foram amamentados por algumas semanas, e sua terceira filha, por apenas seis meses.

Grande parte dos problemas que encontrou foi a falta de uma rede de apoio sólida, o que colaborou para o desmame precoce dos filhos mais velhos. Com a caçula, o objetivo inicial da mãe era conseguir manter o aleitamento por dois anos, o recomendado pela maioria dos órgãos de saúde do mundo. Mas ela logo percebeu que passaria facilmente essa marca, já que Charlotte não demonstrava nenhum sinal de redução.

Direitos autorais: reprodução Facebook/Sharon Spink.


Quando completou 5 anos, a filha mamava três vezes ao dia, mas esse número foi diminuindo cada vez mais, até chegar a uma vez ao mês. Desde essa idade, Sharon também deixou de amamentá-la em público, algo que os profissionais de saúde dão o nome de “redução de demanda”, que é quando a mãe e a criança vão criando os próprios acordos, de acordo com o que mais funciona para elas.

Mesmo recebendo muito apoio de todas as mães e profissionais de saúde, que enxergavam o aleitamento como algo positivo, Sharon recomendou à filha que não falasse sobre o assunto com outras pessoas, já que sabia que muitas não compreenderiam a questão. Para ela, o desmame natural de sua filha, de forma gradual e guiado pela criança em conjunto com a mãe, foi o que sempre idealizou.

Sharon explica que, para as crianças mais velhas, o peito deixa de ser a principal fonte de nutrição e passa a ser onde elas encontram conforto e se sentem acolhidas.

Por isso, o vínculo que criou com sua filha é visto como algo sólido, construído com muito respeito e amor, o que sente que não pode se quebrar facilmente.


Mas muito além do conforto, o leite materno continua contendo inúmeras propriedades, ao contrário do que muitos pensam. Vitaminas, minerais e anticorpos são produzidos de acordo com as necessidades da criança, assim, a mãe acredita que esse é um dos principais motivos de Charlotte raramente ficar doente – nunca apresentou nenhuma infecção no ouvido, tosse ou resfriado.

O marido de Sharon a apoiou incondicionalmente, sabendo também das inúmeras propriedades do leite materno, além de ser gratuito. A mãe acredita que a amamentação prolongada é algo muito mais comum do que se imagina, mas as mulheres ainda sentem muito receio de falar abertamente sobre o assunto por causa das críticas pesadas que podem receber, principalmente nas redes sociais, onde uma pessoa pode ofender anonimamente a outra, escondida atrás de uma tela de computador.

Direitos autorais: reprodução Facebook/Sharon Spink.

A jornada de Sharon e Charlotte com certeza não foi fácil, principalmente pelos comentários negativos que recebeu ao longo do tempo. A mãe chegou a ser acusada de cometer abuso infantil, uma denúncia muito grave, mas que permaneceu na esfera das redes sociais.


Se você está se perguntando de Charlotte, saiba que, quando ela completou 9 anos e 9 meses, a amamentação foi se tornando cada vez mais algo de que ela não precisava. Hoje a mãe pode dizer que a filha amamentou até a hora em que quis, e não procura mais o conforto do seio como forma de acolhimento.

Sharon acredita que essa é uma escolha que apenas as mães podem fazer, pensando em seus filhos como principais beneficiados pelo processo, e que todos devem apoiá-las.

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