Comportamento

Mãe que foi abandonada por ex-namorado, quando filho nasceu com paralisia cerebral, pede ajuda na web

Edilma compartilha sua rotina nas redes sociais mostrando um pouco da realidade que enfrenta sozinha, desde que o pai de Matheus não quis assumi-lo por ele ter paralisia cerebral.



Os nascimentos dos filhos, na maioria das vezes, impacta mais a vida das mulheres do que a dos homens. É claro que existe a questão hormonal, a preparação daquele organismo que vai gerar uma vida e a amamentação, o que por si só são coisas que mexem apenas com o organismo das mães.

Além disso, a maioria da carga da criação e dos cuidados dos filhos fica, majoritariamente, sob a responsabilidade delas. É como se não existisse opção. Elas assumem a maioria das funções, e mesmo quando questionam, são menosprezadas e sobrecarregadas.

É extremamente comum um pai não registrar um filho, como mostram os dados da Associação Nacional dos Registradores de Pessoas Naturais (Arpen – Brasil), segundo a qual cerca de 100 mil crianças que nasceram só neste ano não têm registrado o nome do pai na certidão de nascimento.


Edilma Canario dos Santos, de 38 anos, não tem uma história muito diferente das que existem no país, com exceção da idade. Grávida aos 16 anos, a jovem foi abandonada pelo pai da criança ainda na maternidade, e precisou ouvir que não cuidaria de ninguém com deficiência.

Adolescente, mãe e sozinha, ela precisou se reinventar e se superar a cada dia para lidar com o crescimento e cuidado de Matheus, seu filho que nasceu com paralisia cerebral. Tudo isso aconteceu há mais de duas décadas, e mesmo assim a realidade de Edilma continua difícil.

Segundo contou em suas redes sociais, seu maior sonho era conseguir adaptar a casa para que pudesse transitar mais facilmente com o filho por lá, por isso decidiu abrir uma vaquinha on-line na esperança de que desconhecidos que tenham se sensibilizado com sua história se sintam estimulados a doar.

Direitos autorais: reprodução Instagram/@umasuper_mamae.


Direitos autorais: reprodução Instagram/@umasuper_mamae.

Cerca de três anos depois, Edilma teve uma filha, que sonha em arrumar emprego para ajudar a mãe como puder. Como o filho precisa de cuidados 24 horas por dia, ela não consegue ter um emprego fixo e remunerado, por isso conta com a ajuda de familiares e vizinhos, um benefício do governo e uma pensão, mas o dinheiro não dá para realizar o sonho de adaptar a casa às necessidades de Matheus.

É possível ver nas redes sociais a dificuldade que a mãe enfrenta, como na hora do banho. O espaço não conta com barras de apoio ou qualquer outro equipamento de segurança para o filho, e eles já chegaram até a cair e se machucar.

Como o menino não possui nenhum desenvolvimento da coordenação motora, Edilma precisa fazer tudo por ele, inclusive alimentá-lo. Matheus hoje tem 23 anos, e é possível, em muitos momentos do perfil pessoal de Edilma, perceber o tamanho do amor de um pelo outro. Os dois passam o tempo todo juntos, e ela se desdobra para atendê-lo em todas as suas necessidades, desde que era apenas uma adolescente.


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