Comportamento

Mãe que não tinha dinheiro para comprar pão e leite para os filhos abre negócio e fatura R$ 700 mil

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Rachael é mãe solo e ficou sem um teto durante meses, sem ter dinheiro sequer para arcar com a alimentação básica dos dois filhos.



Não ter dinheiro para se alimentar e pagar as necessidades básicas é um dos maiores medos dos cidadãos, inclusive dos que possuem emprego. O receio de uma vida instável e de um salário que não arca com o prato de comida do dia seguinte é uma realidade de milhões de pessoas, adultas ou crianças que, muitas vezes, também não têm onde dormir.

Rachael Jones, de 32 anos, passou por isso, acompanhada ainda dos dois filhos. Mãe solo e sem teto, ela percebeu que a situação estava crítica quando consultou seu saldo bancário e percebeu que, naquele dia, não teria dinheiro para comprar pão e meio litro de leite em um mercado de sua cidade.

Mas nem sempre as coisas foram assim, antes de passar por dificuldades extremas, Rachael fundou, segundo o jornal The Sun, a Pandas, uma das maiores instituições de caridade perinatal de saúde mental do Reino Unido. Isso aos 21 anos, quando sofreu de depressão após o parto do seu primeiro filho.


A instituição já ajudou mais de 20 mil mães a lidarem com a depressão pré e pós-parto, e Rachael já ganhou o prêmio do Good Morning Britain’s Community Health Star, mas em 2015, depois de um divórcio complicado, encontrou-se sem dinheiro e sem residência. Foram meses precisando morar em hotéis baratos da cidade, com os dois filhos, Andreas, de 11 anos, e Alexis, de 7.

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Direitos autorais: reprodução/arquivo pessoal.

No início, os três dormiam em casas de parentes e amigos e, de acordo com a mãe, isso mudou quando o governo local os colocou no Travelodge, onde passaram a ter uma acomodação temporária.

Nesse ínterim, ela não deixou de trabalhar, mas acabou se afastando da instituição de caridade que havia fundado, passando a trabalhar como freelance no Hospital Infantil de Birmingham e no Centro para Mudança Social.


Com o passar dos meses, a família conseguiu um pouco mais de estabilidade, quando se mudou para uma casa de associação de habitação, semelhante às casas para pessoas de baixa renda no Brasil, em que se paga um valor menor de parcelas. Rachael acabou perdendo os dois contratos de freelance, mas fundou a Third Sector Experts, em 2020, que fornece consultoria para instituições de caridade, empresas sociais e ONGs.

A pandemia a levou a se esforçar ainda mais mas, mesmo assim, conseguiu se reerguer e seu negócio deve movimentar, neste ano, quase R$ 800 mil. Para ela, a escolha foi simples: com dois filhos para criar, não podia simplesmente aguardar o momento em que receberia um salário novamente. Ao se deparar com as dificuldades, explica que ficou muito determinada a não voltar para a situação anterior, quando não tinha dinheiro para comprar comida.

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Direitos autorais: reprodução/arquivo pessoal.

Para começar o negócio, a mãe conta que não tinha dinheiro para investir. Sem nenhuma economia e ainda arcando com as custas processuais do divórcio, ela não tinha renda para investir em anúncios nas redes sociais. A solução que encontrou foi entrar em grupos no Facebook, tornando-se muito ativa on-line, respondendo a todas as perguntas que seus potenciais clientes faziam.


Ela também oferecia ligações de aconselhamento gratuitas no início, mas acabou ganhando clientes que, por sua vez, faziam propaganda de seu trabalho gratuitamente, no boca a boca e de forma orgânica.

O primeiro cliente acabou se transformando em mais de 40, e hoje Rachael consegue investir, por mês, cerca de R$ 5 mil em publicidade. Em apenas oito meses, ela contratou dois funcionários e pretende duplicar esse número até setembro para atingir clientes fora do país.

Nem em seus sonhos mais ambiciosos essa mãe imaginou que a empresa faria sucesso tão rapidamente, e acreditava que precisaria conciliar um emprego de meio período para dar conta das demandas financeiras da família.

Rachael acredita que suas experiências pessoais acabaram moldando-a em quem é hoje e que tudo o que passou lhe conferiu confiança nas próprias habilidades e no que pode alcançar, fazendo-a ainda mais resistente.


Todas as vezes que lembra que, no passado, precisou escolher se levaria para casa o pão ou o leite, percebe que nada do que veio não depois pode ser tão ruim. Mesmo nos momentos mais sombrios, ela sempre se apega à ideia de que tudo muda e que esses maus momentos vão passar.

Estudante brasileira e autista é aprovada em Harvard e ganha bolsa integral. Vai realizar um sonho!

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