Comportamento

Mãe recebe críticas ao contar que nunca pede à filha que se desculpe: “Prefiro que aprenda pelos exemplos”

Rachel prefere que a filha aprenda sobre empatia ao invés de obrigá-la a se desculpar, já que isso não a faria compreender e refletir sobre seus erros.



A criação infantil é palco para muita discussão, e com razão, já que milhões de famílias buscam, por vias diferentes, apenas “acertar a mão” com as crianças. Sabemos que nossos filhos são o futuro, por isso queremos que tenham a melhor educação possível. Logicamente que cada família tem a sua cultura, a sua realidade e vai tentar passar isso da melhor maneira para as crianças.

Porém, algumas formas de criação chamam a atenção de outras famílias de forma negativa, tecendo críticas a jeitos considerados “errados” ou “inusitados” demais. A mãe Rachel Rogers recentemente compartilhou um vídeo em seu perfil no TikTok falando um pouco sobre algumas abordagens e maneiras de criar a filha, de pouco mais de um ano.

Ela explicou que não ensina à sua filha a se desculpar, em hipótese nenhuma. A iniciativa não agradou a todos, que não compreenderam os motivos de a mulher não ensinar as tais “palavras mágicas” à criança.


No vídeo, que já tem mais de 1,4 milhão de visualizações, ela conta que crianças muito pequenas possuem uma área no cérebro ainda em desenvolvimento, chamada córtex pré-frontal, que controla seus impulsos e emoções.

Essa área do cérebro só termina de se desenvolver quando o indivíduo passa dos 20 anos, o que significa que até lá ele não vai conseguir controlar as emoções e os impulsos de maneira adequada, por isso pedir de maneira agressiva a uma criança de dois anos ou menos que se desculpe por ter agido de maneira impulsiva não faz sentido, tampouco vai surtir efeito.

Direitos autorais: reprodução Instagram/@rachlynnrogers.

Para Rachel, crianças na primeira infância aprendem muito mais a partir dos estímulos que recebem, ou seja, são capazes de realmente sentir muito depois de terem um comportamento inadequado através de exemplos. Pedir que a criança se desculpe não a faz compreender os motivos por estar pedindo desculpas nem a faz sentir muito ou ter empatia com o próximo.


A criação através do reforço positivo, que encara a criança como indivíduo e a respeita como outro ser, implica em não utilizar nenhum tipo de castigo físico ou verbal que faça com que ela se sinta humilhada ou culpada. Ao invés disso, é preferível tentar fazê-la compreender que aquela atitude considerada ruim tem, de fato, motivos para ser ruim.

Direitos autorais: reprodução Instagram/@rachlynnrogers.

Por exemplo, se uma criança usa a força física para afastar alguém em uma brincadeira, mais vale tentar fazê-la entender que violência não é aceitável em nossa sociedade, que podemos ferir e machucar o outro, do que usar um método punitivo, um castigo, ou simplesmente obrigá-la a se desculpar sem compreender os motivos.

A estratégia da mãe repercutiu bastante, e muitos usuários concordaram com essa forma de criar e educar as crianças, mas outros, não. Uma mulher explicou que, em alguns momentos, as pessoas precisam ouvir a palavra “desculpa” também, e contou que sua mãe nunca foi capaz de se desculpar.


Outro seguidor, que concordou com a postura de Rachel, acrescentou que ela está correta em partes, porque ensina a filha a se responsabilizar pelos sentimentos do outro, função que não é de ninguém.

Houve um usuário que declarou que obrigar uma criança a se desculpar, sem que ela de fato sinta que precisa fazer isso, é o mesmo que obrigá-la a mentir. Como ela não compreende os motivos que a colocaram naquela posição de precisar pedir desculpas, ela simplesmente fala as palavras e segue a vida normalmente, sem refletir sobre seu comportamento.

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