Comportamento

Mãe se recusa a ensinar sua filha a se desculpar: “Prefiro que ela aprenda pelo exemplo”

Capa Mae se recusa a ensinar sua filha a se desculpar Prefiro que ela aprenda pelo

A criadora de conteúdo, que também é coach parental, explicou que prefere que a filha aprenda as questões de arrependimento e empatia pela observação do mundo à sua volta.

Vários pais garantem que não há fase pior para lidar com uma criança do que nos seus 2 anos. A intensidade dessa fase é tão reconhecida, que até mesmo a comunidade que consome conteúdos sobre a criação dos pequenos cunhou um termo para ela, o terrible two, que em português seriam “os terríveis dois”.

De acordo com as descrições, os 2 anos são aquela fase em que a criança aprende a fazer birras, a gritar, e tentar acalmá-la pode ser um desafio para qualquer pai, mãe e cuidador. É nessa fase também que a criança já está com idade suficiente para entender alguns códigos sociais, e cabe aos seus responsáveis tentar ensiná-los a ela, o que nem sempre é fácil, pois se para alguns adultos já é difícil entender conceitos como gentileza, perdão e empatia, que dirá para uma criança de apenas 2 anos.

Uma mulher então resolveu fazer diferente, ela afirma que não ensinará sua filha a pedir desculpas, pois quer que a pequena aprenda o sentido do arrependimento pelo que sente e dos exemplos que vê na vida. E essa sua escolha de educação tem dado o que falar nas redes sociais.

Rachael Rogers recorreu a uma técnica de “criação gentil”, na qual, ao invés de se estressar e acabar gritando com a criança, ela tenta validar seus sentimentos primeiro e ensinar sobre questões, como arrependimento e perdão, pelas situações que se apresentam. Ela defende essa abordagem, pois acredita que foi graças a ela que sua filha não passou pelos “terríveis dois”.

2 Mae se recusa a ensinar sua filha a se desculpar Prefiro que ela aprenda pelo exemplo

Direitos autorais: Reprodução Instagram / @rachlynnrogers

Em um vídeo postado em sua conta no TikTok, que rapidamente viralizou com mais de 54 mil curtidas, a mãe contou um pouco mais sobre a criação da filha.

Ela contou que a “criação gentil” vem de um local de compreensão, nos quais ensinam as crianças como identificar suas emoções, para que assim, quando estiverem se sentido felizes, cansadas ou tristes, saibam que devem comunicar aos pais. Sua abordagem ensina às crianças que suas emoções são válidas e normais. A mãe também espera que suas lições passem para a pequena que ela pode se sentir segura para mostrar seus sentimentos e processá-los na frente dos outros.

Rogers disse ainda que a “criação gentil” fornece às crianças ferramentas para aprenderem a lidar com suas emoções, diminuindo maus comportamentos, pois elas se sentem acolhidas pelos pais.

Usando o exemplo de uma criança batendo em seus pais, Rachael disse que a abordagem gentil dos pais seria dizer a eles que está tudo bem em sentir raiva, mas não tudo bem em bater nos outros, em vez disso, ela orienta os pais a perguntarem aos filhos do que eles precisam e dizer que estão lá para ajudar.

Um dos pontos que mais causaram controvérsia na forma escolhida por Rogers para educar sua menininha está no fato de ela dizer que nunca faz a pequena pedir desculpas, ao invés disso, quer ensinar à menina a compreender o que fez de errado antes e como lidar com o sentimento de arrependimento.

Em um vídeo em seu perfil, ela conta que não quer que a menina apenas peça desculpas da boca para fora, mas que sinta vontade de se desculpar. A mãe até diz que uma criança fazendo birra, jogando-se no chão, batendo, gritando ou chorando, pode ter seu comportamento reduzido ao desenvolvimento do seu cérebro, que ainda é muito jovem e precisa de tempo para amadurecer, e que nessa idade, a criança nem ao menos sabe o que é culpa. Dessa forma, Rachael acredita que a melhor forma de ensinar sobre sentimentos, como empatia, é deixar que as crianças os observem no mundo, assim como o perdão e o arrependimento, e os principais responsáveis por dar esse exemplo são os pais.

3 Mae se recusa a ensinar sua filha a se desculpar Prefiro que ela aprenda pelo exemplo

Direitos autorais: Reprodução Instagram / @rachlynnrogers

Suas publicações sobre parentalidade viralizaram, no entanto, logo dividiram opiniões. Uma pessoa comentou que às vezes é preciso o uso da palavra “desculpa” nas situações, e deu o exemplo de sua mãe, que nunca se desculpou diretamente com ela.

Outro disse que a mãe não precisava excluir a palavra “desculpa” e que até seria interessante ela pedir que a filha se desculpasse, pois assim a pequena aprenderia mais uma forma de identificar o sentimento de arrependimento e como lidar com ele.

0 %