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Mãe solteira largou emprego para cuidar dos filhos e vender pão caseiro. Quer vê-los crescer!

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A jovem engravidou do primeiro filho pouco antes de completar 18 anos e, apesar da dura jornada, conta que não se arrepende de absolutamente nada.

A maternidade é um dos momentos mais incomparáveis para as mulheres. É claro que cada uma vivencia essa fase de uma maneira, que é mais ou menos complexa, dependendo da realidade de cada uma. Mas nenhuma outra experiência consegue chegar perto daquele momento em que elas compreendem que foram capazes de gerar uma vida, firmando um compromisso de cuidado e amor pelo resto de suas vidas.

Para Pelyn Tan, de 30 anos, engravidar do primeiro filho não foi algo planejado, pois tinha apenas 17 anos e concluído recentemente o ensino médio. Com apoio de amigos e familiares, ela conseguiu não apenas enfrentar a maternidade de maneira mais tranquila, como também continuar os estudos e se tornar enfermeira.

Assim que descobriu a gravidez, explica em relato ao site Mothership, que não contou aos pais imediatamente, principalmente porque se sentia perdida com a situação. A primeira pessoa para quem contou foi um professor da escola, que ajudou a marcar uma consulta no ginecologista para iniciar o pré-natal.

Para conseguir contar aos pais, muito tradicionais, Pelyn levou o namorado, que se tornaria seu marido, e conselheiros. Assim como qualquer mãe instintiva, a dela já sabia antes mesmo de ser anunciado que seria avó, mas não gostou nem um pouco da situação, repreendendo todos que estavam ali na sala. Por fim, vencida, ela decidiu aceitar.

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Direitos autorais: Reprodução Instagram/ @pelynt.

Para contar ao pai, Pelyn explica que sua mãe pediu que ela entrasse na sala, se ajoelhasse e pedisse desculpas por seus atos. Inconformada com a atitude, ela disse que jamais agiria daquela forma, e resolveu contar do seu jeito a verdade. Na sala, bem emotiva com a situação, a jovem começou a chorar, desculpou-se e disse que, a partir daquele momento, precisariam apenas saber quais caminhos tomar, planejando tudo para a criança que estava chegando.

Seu pai a abraçou e, depois desse momento, ambos passaram a aceitar a chegada do neto, apoiando a filha em tudo. Como ainda não tinha 18 anos, Pelyn explica que o combinado era se casar com o pai da criança apenas depois do nascimento, já que em Singapura o casamento entre menores de idade é proibido.

Vivendo numa família na qual as crianças são bem-vindas, Pelyn explica que seu primeiro filho foi muito bem recebido em casa. Quando estava grávida de quatro meses, ingressou no curso de enfermagem na Politécnica de Nanyang (NYP), uma instituição que não aceitava gestantes, mas que abriu uma exceção naquele ano.

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A jovem conta que seus colegas de curso e professores tinham instintos maternais e protetivos, por isso nunca se sentiu excluída da turma, mesmo com uma grande barriga. Mesmo que fosse julgada pelas pessoas, Pelyn conta que seu principal objetivo naquele momento era estudar e conseguir seu diploma, o estigma pouco importava àquela altura do campeonato.

Desde o início, explica que não queria colocar seu filho numa posição apta a criar desculpas para as demais funções e obrigações que gostaria de ter. Assim que ele nasceu, descobriu o maior amor do mundo, e toda sua atenção, assim como força, viraram-se para aquela criança tão pequena.

No segundo ano de faculdade, conseguiu um emprego no KK Women’s and Children’s Hospital (KKH), onde ficou até depois de se formar; foi contratada como instrumentadora. Foi justamente nessa época que engravidou do segundo filho. Hoje ela sequer consegue explicar como conseguia administrar sua intensa rotina.

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Após o nascimento do segundo filho, Pelyn conquistou o Diploma Avançado em Enfermagem Perioperatória, estudando enquanto passava tempo com seus filhos e no trabalho. Hoje ela percebe que, enquanto corria atrás da carreira, não conseguiu acompanhar o crescimento dos filhos, como se fosse uma obrigação cumprir a mesma rotina que seus amigos que não eram pais.

Assim que o terceiro filho nasceu, Pelyn se divorciou, virando mãe solo, já que o pai parou de ter contato com as crianças. O tamanho da responsabilidade aumentou e a maternidade passou a ocupar grande parte de sua vida de maneira compulsória, mesmo que as demandas precisassem, na teoria, ser divididas entre o casal.

Em 2019, começou a assar bolos mais por diversão e porque alguns de seus amigos amavam suas receitas. Mas era impossível conciliar o trabalho como enfermeira com as demandas maternas e a confeitaria, já que, dessa forma, só conseguia encerrar o dia por volta das 2h ou 3h da manhã, restando poucas horas de sono para seu turno no hospital.

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Extremamente sobrecarregada e sentindo que não poderia mais perder nenhum momento ao lado dos filhos, decidiu deixar o trabalho como enfermeira e apostar na venda de pães, bolos e doces online. Para Pelyn, essa foi a melhor forma que encontrou de conciliar a maternidade com o trabalho, ficando a maior parte do tempo em casa, ao lado das crianças, sem perder mais nenhuma etapa de seus crescimentos.

Mesmo já tendo pensado inúmeras vezes em desistir, a jovem conta que seus filhos a transformaram na mulher que é hoje, ensinaram-lhe sobre paciência e amor. Sem se arrepender por nenhuma de suas escolhas, Pelyn hoje nutre o sonho de abrir uma padaria física e se sente muito grata pela sua família, amigos e todos que a apoiaram nessa jornada.

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