Comportamento

Mães acusam garçom de lesbofobia: “Perguntou se o bebê tinha o DNA das duas”

Yasmin e Luanna se sentiram constrangidas quando o garçom do restaurante começou a dizer que não tinha como as duas serem mães de um bebê.



Em julho deste ano, Yasmin Capdeville, de 22 anos, e Luanna Caroline Muniz, de 21 anos, passaram por uma situação desconfortável em um restaurante de São Gonçalo (RJ). Casadas há cerca de cinco anos, elas saíram com familiares e o filho Oliver, de 9 meses na ocasião, para um jantar.

No local, foram atendidas por um garçom que conhecia Luanna e sua família, e acreditaram que aquele seria um momento de descontração, que seriam bem atendidas em uma noite agradável.

Assim que chegou ao local, a jovem contou que havia acabado de se tornar mãe, e o funcionário a parabenizou pela chegada de Oliver.


Pouco tempo depois, quando o casal se levantou da mesa para trocar a fralda do filho, e como Yasmin estava com ele no colo, o garçom se aproximou e perguntou qual era o grau de parentesco dela com o bebê.

Ela explicou que também era mãe de Oliver, mas o funcionário, segundo relatos, agiu com preconceito, dizendo que não tinha como duas mulheres serem mães de uma criança. As jovens o acusam de lesbofobia e sexismo, já que o funcionário insistiu em constrangê-las, dizendo que Oliver não tinha o DNA das duas, apenas de uma.

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Direitos autorais: reprodução Instagram/@yah_caps.


Ele chegou a perguntar de quem seria o DNA, o que as deixou ainda mais ofendidas. No Instagram, a ativista lésbica, mãe e escritora Marcela Tiboni compartilhou o ocorrido e explicou que elas estavam com duas primas que tentaram intervir na situação, mas não tiveram sucesso.

Depois disso, retornaram à mesa com o filho, mas ele se recusou a continuar a atendê-las e designou outra garçonete para isso. O casal pediu, então, para conversar com a gerente do restaurante, já que esperavam que, no mínimo, alguma retratação ou resolução ocorresse, e chegaram a esperar cerca de 20 minutos, mas ninguém apareceu.

Sentindo-se ofendidas e desconfortáveis, Yasmin e Luanna decidiram deixar o estabelecimento, deixando o jantar em família para trás. Quando estavam saindo, encontraram a gerente e chegaram a questioná-la sobre o que tinha ocorrido, mas ela não fez nada além de pedir desculpas.

Direitos autorais: reprodução Instagram/@yah_caps.


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A publicação da ativista Marcela Tiboni teve cerca de 3 mil curtidas e centenas de comentários, muitos demonstrando indignação pelo que havia acontecido, questionando o estabelecimento pela demonstração de homofobia e explicitando que é crime. Yasmin comentou a publicação e o próprio restaurante lhe respondeu, pedindo desculpas pelo ocorrido.

Na resposta, o restaurante disse que estava tomando as “medidas cabíveis dentro da legalidade dos fatos” apurados com o garçom, que eles jamais permitiriam qualquer tipo de atitude retrógrada e que repudiam todo e qualquer tipo de discriminação.

Além disso, incentivou a jovem a registrar um boletim de ocorrência contra o funcionário, e disse que apenas podia fazer isso, além de pedir desculpas. Yasmin disse que ela e Luanna aceitavam as desculpas, mas não apagavam a humilhação e o preconceito por que passaram, e que estavam “tomando as medidas cabíveis” contra a empresa.


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