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A maior desconstrução de padrão que já vi!

A MAIOR DESCONSTRUÇÃO melissa o segredo outubro rosa

Elas sorriem mesmo sem cabelo. É a maior desconstrução de padrão que já vi! Quando suas madeixas estão “mais ou menos” ou diferente da forma que você esperava, você faz o quê? Reclama, fica triste, fica mal! E como fica seu mundo? Desaba! Eu sei. Também sou/era assim. Digo era por ter vivido uma realidade, por ter visto mulheres lindas, sem cabelo e radiantes. Ninguém me falou ou eu acho que seja assim. Eu presenciei isso, gente! Mulheres lindas, com lenços na cabeça ou carecas e sorrindo. E olha, sem exageros: elas são lindas, mesmo sem cabelo!



Consegue mensurar a dimensão disso? O que aprendemos desde pequenas? Que o cabelo é essencial pra gente! Desde meninas, somos estimuladas a cuidar deles. E nos sentimos muito lindas e poderosas quando eles estão bem cuidados. Só que conheci mulheres que acabaram com esse padrão! É errado gostar dos cabelos e ter cabelos? Claro que não! Errado, é fazer deles algo essencial para o seu sorriso e bom humor!

Essas mulheres, me ensinaram a ser mais forte! A olhar meus cabelos como acessório! Elas estão enfrentando o câncer, que infelizmente ainda é um tabu. Há quem nem mencione a palavra. Que dizem “aquela doença”, “a doença”. Olha, por tudo que vivi nesse mês de outubro, eu digo a vocês: o câncer é uma ponte para a autoestima feminina! Não, eu não pirei. Eu só conheci o outro lado da ponte.

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Eu conheci lindas mulheres, que enfrentam o câncer de peito aberto. Que sorriem, como essa da imagem, sem cabelos e se sentem lindas! Claro, elas podem usar perucas e sentirem-se bem com perucas. Inclusive, um dos projetos do Instituto Seja do Bem, onde sou voluntária e responsável por ele aqui em Porto Alegre, faz uma ação social, o Cabeleira do Bem. Promove uma tarde de beleza para mulheres na luta contra o câncer. Mas o que eu descobri, é que a peruca pra elas, é como um brinco, uma pulseira, um colar.

Conseguem entender a força que essa desconstrução de padrão traz a essas mulheres? De se olharem no espelho e se acharem lindas sem o cabelo? Elas não precisam de cabelo para serem femininas e felizes! Elas o são, sem ele! Ele se torna acessório. Sem essa de “estou feia, porquê os cabelos caíram”. E elas superam isso! Elas postam foto nas redes sociais sem cabelo! E sorrindo! E não é aquele sorriso amarelo, forçado. Aquela coisa decorada, de selfie que estamos cansadas de ver pelo instagram não.

São sorrisos de guerreiras, que mostram que o padrão pouco importa. São sorrisos de mulheres que têm traços lindos e realmente ficam divas sem cabelos. São sorrisos de mulheres que me mostraram o quanto eu era pequena reclamando dos primeiros fios brancos, da progressiva que estava vencendo, da tinta que estava aparecendo a raiz, da franja que não estava no tamanho que eu queria!

Elas me agradeceram pela tarde de beleza que fizemos. Mas na verdade, elas que me fizeram um bem danado! Não só as que conheci na tarde de domingo, dia 16/10, quando aconteceu nosso primeiro evento, mas as que falaram comigo pelo whats, pelo face. Eu só tenho a agradecer! Mesmo! Essa gata aí da foto principal do artigo, é a Melissa Machado (Facebook: melissa.machado.90 ), que faz parte do projeto Camaleão – Facebook: pcamaleão )aqui no Rio Grande do Sul, que reforça que a autoestima da mulher vai além do cabelo. Que não precisamos de cabelo para sermos felizes.


Esse artigo não é hipocrisia ou campanha contra ter cabelos. Pelo contrário, é uma amostra de que podemos ser felizes, sem ele. Pois o câncer, quando vem, leva o cabelo, leva os cílios e até a sobrancelha. Mas ele não leva o bom humor e a força dessas mulheres! E o cabelo, sim, passa a ser um acessório. Ensino muito que as tempestades que vêm sobre nós, nos deixam mais fortes. Essa, do câncer, não veio sobre a minha vida.

Mas eu aprendi, com essas mulheres, que o cabelo não é essencial. É a maior desconstrução de padrão que eu podia imaginar. E também, um encorajamento a você, mulher, que descobriu o câncer agora. Seja forte! Essa fase vai passar! E você vai vencer!

A carta… – em algum lugar…

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