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A mais bela e doce ilusão…

Annika, escritora conhecida no mundo inteiro atingiu o auge de sua fama quando comunicou a impressa que cerraria os olhos a realidade para viver somente de sua imaginação. Durante anos ela enclausurou-se dentro de si mesma assim como uma concha que se fecha para formar algo de muito precioso.



Só saía de casa acompanhada da governanta Hannah que a guiava pelas ruas rumo a loja de perfumes onde comprava essência de lírios verdes responsável por seus mais belos devaneios.

E foi numa destas idas a loja que algo a fez repensar sobre o modo egoísta que vivia. Pela primeira vez em uma década ela havia sentido o toque singelo do amor.

A MAIS BELA E DOCE ILUSAO


Sua mão foi tocada como nunca fora antes. Perguntou a Hannah quem havia segurado sua mão, a governanta respondeu que não sabia, pois, a pessoa estava mascarada. Annika então fez uma promessa para si mesma, se voltasse a ser tocada pela mesma mão, ela abriria os olhos.

Não conseguiu esperar a semana passar, e no dia seguinte lá estava ela acompanhada de sua fiel escudeira, Hannah. Com as mãos sobre o balcão ela aguardava ansiosamente pelo toque suave da mão misteriosa. Sua ansiedade era tamanha que o tempo parecia ter parado. Mas na realidade não havia se passado um minuto quando ela sentiu o tocar de três dedos. Como num ato involuntário ela abriu os olhos e se surpreendeu ao ver que a mão que lhe tocara era a sua própria mão esquerda.

Hanna notando o desapontamento de Annika se aproximou e disse:

– De que adianta cerrar os olhos para a realidade se foi através dela que você pode ter a mais bela ilusão?


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