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Mais importante do que o substantivo amor, é o verbo amar!

Nada como amar por outro ângulo…



Há quem diga que, a maior prova de amor, é quando mudamos pelo o outro.

Há aqueles que acreditam no amor depois de muito perder e sofrer.

E há quem sonhe com o amor ideal, já embalado, na medida certa.


Eu acredito que muito do sofrimento, que as pessoas experimentam nas relações amorosas, venha da conotação desse amor.

Mais importante do que o substantivo Amor, é o verbo Amar!
E como nos integramos a esse cenário e isso tem a ver com entrega!

Que tipo de amor é esse, que só é digno a quem sofre? Ou um amor ideal, que caiba dentro da forma? Nem que para isso, seja necessário uma mutilação interna.


Afinal, quem ama de verdade muda, não é mesmo? Para esse padrão de pensamento, o sofrimento é inevitável, chegando ao esgotamento emocional, físico e psíquico.

Não estou dizendo que as pessoas não possam mudar. Claro que podem! Mas no tempo delas! Na direção que elas devam ou queiram tomar, não na nossa. Muito menos do nosso jeito!

Quem somos nós para definir o que é melhor para o outro? Se muitas vezes, não sabemos o que é melhor para nós?!

Essa necessidade que o outro mude, eu acredito que seja muito mais o nosso medo de sofrer. Então, criamos um modelo ideal de relação. E identificar uma possível sugestão de mudança, no outro, nos tira a responsabilidade de nos enxergar, de mudar aquilo que precisamos mudar, pode ser uma insegurança, um ciúmes exagerado, etc…


Colocamos no outro o dever de se integrar a esse personagem, à nossa medida, ao nosso tempo e condições. Nós paralisamos de medo e ficamos radicais, às vezes, com cobranças, outras vezes, com agressões e imposições.

E nesse cenário fictício esquecemos de um detalhe: Nada é garantido! Quer dizer, o presente… ele sim é garantido!

É nele que se constrói ou destrói uma base. Então eu sugiro que você troque as palavras. A palavra mudança, pela palavra tempo. A palavra sofrimento por respeito. E então construa…

O respeito por você, o respeito ao outro. E se durante essa trajetória, aquela companhia não fizer mais sentido, reconstrua-se.


Não há problema algum em mudar de rota e buscar novos sonhos.

É um favor que você faz a si e ao todo. A doação ao momento que você quer sentir, viver, sem pensar em culpa.

Preencha o seu vazio com o presente que a vida lhe oferece e dê a si mesmo a chance de fazer parte do desenvolvimento de alguém. Compartilhar integralmente dos melhores momentos, será sem dúvidas, uma das maiores experiência que você poderá desfrutar.

E quem sabe dali surja a melhor forma de amar. Que não se cobra, não se mede… sente-se!


Mude seu ponto de vista!

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Direitos autorais da imagem de capa: halfpoint / 123RF Imagens


“a parte mais importante do corpo humano não é o cérebro nem o coração. é o ombro.”

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