Comportamento

Major condenado a 13 anos de prisão por tortura e morte de Amarildo é reintegrado à PM

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Comandante da UPP da Rocinha, o major Edson dos Santos foi o principal responsável pela tortura, morte e desaparecimento do corpo de Amarildo, junto com outros 11 PMs.



Em julho de 2013, um terrível caso aconteceu. Amarildo Souza foi levado da Rocinha por policiais militares da Unidade da Polícia Pacificadora (UPP) e nunca mais foi visto. Três anos depois, o major Edson dos Santos, ex-comandante da UPP, além de outros 12 policiais militares, foram condenados por tortura seguida de morte, ocultação de cadáver e fraude processual.

Edson foi condenado a 13 anos de prisão pela tortura seguida de assassinato do pedreiro Amarildo Souza, mas, segundo o G1, recentemente foi reintegrado aos quadros da Polícia Militar. Desde o final de 2019, o major segue em liberdade condicional, ou seja, não responde pelos crimes que foi condenado perante a justiça.

No dia 29 de janeiro, a decisão de reintegração de Edson foi publicada no Diário Oficial do Rio de Janeiro. As informações são de que o secretário de Estado da Polícia Militar, coronel Rogério Figueiredo de Lacerda, tenha colocado o condenado Edson de volta à rotina de trabalho na PM, contrariando as expectativas de que, na verdade, deveria estar cumprindo pena.


Mesmo com a condenação em 2016 dos 12 policiais militares, a ausência do corpo de Amarildo e a liberdade e reintegração do major Edson mostram que esse ainda é um caso que aguarda justiça.

2 Major condenado a 13 anos de prisao por tortura e morte de Amarildo e reintegrado a PM

Direitos autorais: reprodução/TV Globo.

Em julho de 2013, Amarildo foi levado por policiais militares para a sede da Unidade de Polícia Pacificadora na Rocinha, e nunca mais apareceu. As informações são de que os policiais acreditavam que ele tinha informações sobre o paradeiro de traficantes da região. O major Edson era comandante da UPP da Rocinha desde a sua inauguração e quem ficou à frente do crime.

No total, eram 13 acusados de tortura seguida de morte, ocultação de cadáver e fraude processual, mas um deles morreu antes de decretada a sentença, o que lhe garantiu punibilidade extinta.


A juíza Daniella Alvarez Prado, da 35ª Vara Criminal da Capital, ao decretar a sentença dos 12 policiais, destacou que o pedreiro não sumiu, e sim foi assassinado cruelmente.

De acordo com a juíza, Amarildo não resistiu à tortura e foi assassinado, uma vítima nos sucessivos enganos e erros policiais. Para ela, o grupo em questão era sedento por apreensões e estava realizando uma operação policial sem nenhum resultado expressivo. A grande questão é que Amarildo era vulnerável à ação policial, pois era negro, pobre e morava em uma comunidade à margem da sociedade.

Ainda segundo a juíza, naquele momento de extrema agressividade, não havia quem pudesse salvar Amarildo, por isso todos se deparam com a covardia policial, a ilegalidade, o desvio de finalidade e o abuso de poder exercidos pelos condenados.

Uma ironia, já que os policiais militares estavam à frente de uma Unidade de Polícia Pacificadora que, em tese, deveria defender e pacificar a comunidade, mas que acabou tirando a vida de uma pessoa inocente.


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