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Mal-entendidos podem arruinar uma relação! como evita-los?

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“Falar é uma necessidade; escutar é uma arte.”  –Johann Goethe



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Já houve momentos em que a sua tentativa de expressar seus sentimentos e insatisfações acabou por virar uma sucessão de mal-entendidos e um jogo de culpas que mais piorou do que ajudou a resolver a situação?

Certamente!


Em qualquer relacionamento saudável a comunicação é o requisito básico para que as coisas funcionem satisfatoriamente – tanto para um lado como para o outro. Mas, na prática, nem sempre é assim, e muitas relações naufragam porque uma das partes se sentia mal compreendida ou injustiçada.

Comunicar é certamente das tarefas mais delicadas que possa existir; comunicar sentimentos, ainda mais. Falar das nossas necessidades e insatisfações de forma a não criticar ou responsabilizar o outro pelo que sentimos é, na prática, uma verdadeira arte – da qual pode depender a saúde dos nossos relacionamentos.

Mas, por que isso é importante?

Porque crítica, acusação, culpa e manipulação podem ser verdadeiros inimigos para a sua relação pois acabam por criar os mal-entendidos que podem dar cabo dela.


Quem já não ouviu frases do tipo: “tu és a pessoa mais egoísta que eu já conheci”, “estou frustrado porque me rejeitas”, “tu me deixas furioso”?

Não é difícil que levemos isso como uma acusação ou crítica e isso pode ser o início de uma discussão que pode resultar em mágoas profundas.

E é bem possível ainda que, dependendo do quão hábil seja o nosso parceiro em manipular os nossos sentimentos, passemos a alimentar ainda mais a noção distorcida de responsabilidade nossa pelos sentimentos dele – aceitando a crítica do outro e atribuindo assim “a culpa” a nós próprios.

Então, de que forma devemos comunicar sentimentos evitando transferir a responsabilidade para o outro, ou sem assumir a responsabilidade pelos sentimentos dele?


O que os outros dizem ou fazem pode ser aquilo que desencadeia os nossos sentimentos, mas nunca é a sua causa.Na verdade, sentenças, críticas, diagnósticos e interpretações do comportamento do outro são expressões alienadas das nossas necessidades. Traduzindo: as raízes dos nossos sentimentos são as nossas necessidades.

Mas, e o que isso significa? Isso significa que quando alguém diz: “tu és a pessoa mais egoísta que eu já conheci”, ela pode querer dizer: “eu sinto-me triste porque gostaria que tu me desses mais atenção ou te interessasses mais por mim.”

A questão é que nós raramente temos essa percepção. E quando a temos talvez falte aí alguma capacidade para criar um diálogo que mais beneficie do que mine a relação.

Como expressar o que sentimos de forma a não culpar ou manipular o outro?


Pode até parecer difícil inicialmente, pois não é tarefa fácil ouvir algo e ainda ter de parar para pensar: que tipo de sentimentos ou necessidades podem estar escondidos por trás dessa crítica(julgo eu) a mim dirigida? Mas vale a pena questionar.

Observe sem avaliar: diga o que vê e o que isso lhe faz sentir

Em um exemplo clássico, é comum dizermos: “tu és egoísta”. Se substituirmos isso por: “quando fazes planos para nós os dois, pensando apenas nas tuas necessidades e sem considerar as minhas, acho que és demasiado egoísta”, aí sim, estaremos contextualizando a ação e assumindo a responsabilidade pela nossa avaliação. Simultaneamente, estamos comunicando algo sobre nós mesmos e damos ao nosso parceiro mais facilmente a oportunidade de distinguir uma coisa da outra.

Existem diversos exemplos e cabe a você observar a forma como comunica seus sentimentos em relação às ações do outro e o tipo de mal-entendido gerado – ou não. A ideia base é que o sentimento que temos em relação ao comportamento da outra pessoa seja expresso ficando claro o contexto, a ação que a pessoa faz, o tipo de sentimento que ele desperta e o por quê.


Essa é a forma de assumirmos a responsabilidade pelo que sentimos sem criticar ou acusar o outro do que quer que seja. Afinal, eu apenas tenho responsabilidade pelo que  faço, não pelo que o outro sente. Da outra perspetiva: o outro tem responsabilidade pelo que faz, mas não tem pelo que eu sinto – e isso é assertividade.

É um exercício e um aprendizado, sem sombra de dúvidas. Mas, com o passar do tempo os benefícios para a sua relação são inúmeros.

Atenha-se a sua insignificância!

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