MAMÃE ESTRESSADA: INDEPENDENTE DA SUA IDADE, ESSE TEXTO É PARA VOCÊ!



Você mãe que se sente estressada, cansada, sem individualidade, ansiosa, constantemente preocupada, vamos ter uma conversinha… Independente de sua idade, este artigo é para você!

Na maioria das vezes, o cansaço, o estresse e, até mesmo as somatizações, vem de mecanismos auto sabotadores, ou seja, de obstáculos que a gente mesmo cria no nosso dia-a-dia como mulher, mãe, estudante, dona de casa, filha, amiga, esposa…

Nós podemos sim, ter todos os nossos papéis bem equilibrados e manter o nosso equilíbrio.

Você deve estar pensando: fácil né? Não é não! Mas logo te passo dicas infalíveis para conquistar esse bem-estar, essa harmonia, apesar de ter apenas 24 horas o dia.

Primeiro reflita sobre quais as crenças que você construiu a vida toda sobre ser mãe. Reflita sobre o modelo de mãe que teve e, os modelos de maternidade que acompanhou próximo a você.

Veja se tem algumas dessas crenças:

– Mãe tem que dar conta de tudo.

– Ser mãe é padecer num paraíso.

– Mãe é mais responsável do que o pai, principalmente quando os filhos são pequenos.

– Mãe não pode ter raiva do filho/filha.

– Mãe deve priorizar sempre os filhos.

– Mãe que é mãe precisa preocupar-se com os filhos.

– Mãe sempre releva e perdoa.

Se tem, cuidado!  Não esqueça que mãe é um ser humano, passível de falhas, que pode estar com raiva no momento (o que não isenta o amor profundo), que pode sentir vontade de sumir, que pode ter o direito de ficar só e ter sua identidade, que deve não abrir mão de seus projetos de vida…

Tudo isso é compatível!



Só não é, quando não mantemos o foco no presente, quando deixamos que “o barco fique na correnteza” perdendo o nosso rumo total e adotando apenas o papel de mãe e comportamentos que envolvem esse papel.

Tive filhos, minha idade era bem diferente nas duas gestações, mas continuei estudando, cuidando da casa, trabalhando, cuidando de pais doentes, fazendo artesanato, lendo, vendo filmes… Sendo feliz com o que fazia!

Muitas mulheres conseguem e precisamos focar nisso, no EU CONSIGO!

O que fazer?

1.Não abandonar sonhos profissionais e pessoais. Se não dá para ser ou ter o ideal, vamos fazer o que dá e traçar um planejamento para não perder de vista o que nos move, nossas paixões. Se tenho dez minutos para fazer algo, coloque na cabeça que dá para fazer sim. Dá para caminhar, dá para ler, dá para cantar… Ficar esperando pelo ideal é um dos auto sabotadores.


2.Se tem que fazer coisas que não gosta (como é normal na nossa vida) faça sem reclamar, pense no aspecto bom do que está fazendo ou do resultado, da razão que leva a ter que fazer nesse momento e planeje quando vai poder deixar de fazer. Reclamações acabam com nossos neurônios (comprovado cientificamente). Fazer as coisas contrariada, com raiva, reclamando é outro auto sabotador. Só faz mal a gente mesmo!


3.Adote medidas preventivas e não adote a preocupação com o estilo de maternidade. Ela gera ansiedade, ela traz culpa, raiva… Se o filho vai para a balada, não fique a noite acordada esperando ele voltar. Quem vai ter que fazer um monte de coisas no dia seguinte é você (ele provavelmente vai dormir). A preocupação é outro auto sabotador incrivelmente silencioso!


4.Lembre-se que a raiva é útil, quando bem canalizada. Se você nega que tem raiva do seu filho, em determinados momentos, (quando faz birra, quando acorda você “trocentas” vezes e, no dia seguinte, você trabalha o dia todo…). Bem-vinda ao mundo real! Sim, mães tem raiva do filho e isso não anula em nada ser uma boa mãe e nem em amar profundamente seu filho. Então, assume que tem raiva e não descarregue nos filhos, se tranque no banheiro uns três minutos e respire fundo, grite, faça corridinha no lugar… A raiva mal canalizada é um auto sabotador poderoso!


5.Lembrar que problemas sempre vão fazer parte da vida, mas quem pinta a cor da vida somos nós e quem determina o peso da vida somos nós! Devemos ser nossa melhor amiga e vigiar para não adotarmos, em algum momento da vida, alguma atitude de pior inimiga!

Vou te dar um depoimento pessoal. Ontem mesmo estava na estrada, voltando de resolver problemas com a internação do meu filho mais velho e apressada para fazer um lanchinho de comemoração de aniversário da minha mãe, que tem Alzheimer e estava esperando em nossa casa. Uma parte da viagem vim lendo e, outra, descobrindo objetos e animais no formato das nuvens.

A vida DEVE ser leve, mesmo com muitos problemas envolvidos!

Sempre falo que, não podemos nos esquecer que nós vamos estar conosco até o último dia de vida, por isso precisamos nos cuidar e nos priorizar. Afinal só posso cuidar dos demais, se estou muito bem, não é mesmo?

Agora vou te pedir um grande favor. Lembre-se de uma mãe que você conhece e compartilhe com ela!

Grande abraço guerreira!

Isabel






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