Martin luther king: a história de um ideal… Um prêmio nobel e um sonho interrompido!

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“Eu tenho um sonho!” Com esta fé seremos capazes de retirar da montanha do desespero uma pedra de esperança. Com esta fé poderemos transformar as dissonantes discórdias de nossa nação, numa bonita e harmoniosa sinfonia de fraternidade.” Martin Luther King.



Martin Luther King nasceu em Atlanta, Geórgia nos Estados Unidos em 1929, sua família era de origem cristã, o que o influenciou a estudar Teologia e se tornar posteriormente Pastor em uma igreja Batista na cidade de Montgomery, no Alabama.

Influenciado pelos métodos pacíficos de Mahatma Gandhi (Satyagraha) que consistia no princípio da não agressão, uma forma de protesto não violenta, bem como pela teoria da desobediência civil de Henry David Thoreau, ele começou a sua luta em defesa dos Direitos Civis dos negros norte-americanos, em decorrência da acentuada segregação social em que viviam os negros no seu país.

O estopim, que desencadeou uma série de protestos e o ínicio de uma grande luta em 1955, foi o caso Rosa Parks. Ela era uma costureira negra que foi detida e multada por usar um assento reservado para brancos no ônibus.


O detalhe mais estarrecedor era que na capital do Alabama, naquela época, na cidade de Montgomery, o motorista do ônibus tinha que ser branco e os negros só podiam ocupar os últimos lugares do veículo. Depois desse episódio, o Conselho Feminino com o apoio de Luther King, organizou um boicote em forma de protesto contra os ônibus urbanos daquela região.

O mais interessante de tudo isso, pasmem! Sem internet e nenhum meio de comunicação moderno, como temos hoje, o protesto foi aderido por milhares de negros, que caminharam para os seus trabalhos durante 382 dias.

Sim, mais de um ano! Causando prejuízos financeiros para as empresas. Foi então que, em 13 de novembro de 1956, a Suprema Corte Norte-Americana aboliu a segregação racial nos ônibus de Montgomery. Foi a sua primeira grande vitória!

Luther King fundou a Conferência da Liderança Cristã do Sul, organizou diversas campanhas em defesa dos Direitos Civis dos negros e em 1960, os negros já podiam frequentar as bibliotecas, lanchonetes e parques públicos.


Mas o ponto culminante da sua luta foi sem dúvida, “A Marcha sobre Washington”, que teve a presença de aproximadamente 250 mil pessoas, e foi ali que ele proclamou o seu conhecido discurso I Have a dream” (Eu tenho um sonho).

Neste evento, ele e mais algumas personalidades com o mesmo ideal, foram recebidos pelo Presidente Kennedy que prometeu agilizar a

política contra a segregação racial ainda existentes nas escolas e combater o desemprego que atingia a classe negra. Porém, antes que as suas ideias pudessem ser colocadas em ação, o Presidente Kennedy, foi assassinado.

No ano seguinte, em 1964, Luther King, ganhou o prêmio Nobel da Paz e neste mesmo ano foi promulgada a Lei dos Direitos Civis que trazia igualdade de tratamento entre os negros e os brancos.

Mas, foi na tarde de 4 de abril de 1968, aos 39 anos, depois de tantas vitórias e conquistas,  enquanto descansava na sacada de um hotel em Memphis, que ele teve a sua vida brutalmente ceifada por um tiro, falecendo neste mesmo dia.

Porém… ele nos deixou um legado… o seu sonho, uma luta… que perdura até os dias atuais!

A discriminação, em quaisquer de suas facetas, é dolorida, desumana, vil… é animal! Só quem já calçou um dia algum desses sapatos, sabe o tamanho do calo que traz como lembrança na vida. O ego imundo quando se julga superior e é fortalecido pelo pensamento de uma maioria,  pode destruir a vida de alguém, quiçá até de um povo!

São várias as formas de discriminação, seja ela por:  região, religião, sotaque, classe social, grau acadêmico, poder aquisitivo, etc., mas… nenhuma é tão cruel como a racial. Tudo pode estar perfeito ou até mesmo em grau de vantagem em relação a outrem.

Você pode ser mais inteligente, mais bonito, mais saudável, mais educado, mais amável… mas o fato de ser negro faz com que, perante alguns, você nunca possa ser tudo isso!

Este é o mais medíocre dos pensamentos que um ser humano pode ter: o de achar que é melhor do que o outro por causa da cor da pele!

O grandioso e espetacular Gilberto Gil, em um dos seus posts nas redes sociais dessa semana, escreveu uma lembrança, na qual o remeteu, tristemente, há uma época em que viveu discriminação racial. Ele próprio a denominou de “Tempo Rei…”

Essas são, sem dúvidas, marcas que ficam para sempre tatuadas na vida de alguém!

“Tempo rei, ó, tempo rei, ó, tempo rei. Transformai as velhas formas do viver. Ensinai-me, ó, pai, o que eu ainda não sei! Mãe Senhora do Perpétuo, socorrei”


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