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A maternidade nua e crua!

Não acredito que a “maternidade” seja difícil! Difícil mesmo é o que nos rodeia. Ser mãe  é uma das coisas mais maravilhosas do mundo para uma mulher. Mas, com certeza, tem suas dificuldades, como tudo na vida.

Algumas mães vão sentir dificuldades, no início; outras, um pouco depois e talvez algumas nem sintam.



Um bebê necessita 100%  da mãe. Sim, da mãe! Claro que os pais ajudam ou, pelo menos, boa parte deles. Mas tem coisas que só a mãe vai poder fazer, só a mãe será aceita pelo bebê. Nós temos que nos dividir em 2, 3, 4 e ainda ouvir: “Não vai “relaxar” porque virou mãe, não hein?!” Como se cansaço fosse desleixo.

Difíceis mesmo são as semanas mal-dormidas porque seu filho está ardendo em febre e entre um remédio e outro ela sempre volta e você vai precisar cancelar alguns compromissos, mas não é todo mundo que vai entender e você vai deixar de receber muitos convites.

Algumas pessoas dirão, o tempo todo, que o bebê tem que se acostumar a dormir com o barulho do som no último volume, da falação e risadas altas. Engraçado que não vejo nenhum adulto se acostumando e dormindo nessas condições.

Algumas pessoas tentarão ajudar compartilhando experiências, mas outras darão palpites (diferente de conselho) o tempo inteiro, não com o intuito de ajudar, mas de falar que tudo que você faz está errado. Como se você não soubesse como cuidar do seu próprio filho.


A nossa vontade sobrenatural de cuidar, proteger e ser o nosso melhor pelos nossos filhos (as) é tão grande, que abrimos mão de nós mesmas. Abrimos mão do banho demorado, do sono prolongado, da academia diária, da refeição feita com calma. O dia passa na velocidade da luz.

Quando você percebe, já é tarde demais para fazer aquilo que pensou em fazer. Às vezes, você não tem tempo nem para lavar os cabelos! Sua vida agora tem que ser toda planejada, e mesmo assim, você vai se atrasar!

Você precisa se arrumar, arrumar o bebê, arrumar as coisas do bebê. E aí, na hora de sair, é preciso trocar a fralda ou dar de mamar.


Difícil mesmo é se sentir exausta, mas aguentar firme, pelo simples fato do amor que você sente por aquele “serzinho” que precisa de você. Difícil mesmo é você engolir o choro, porque você precisa ser forte, precisa estar inteira, o tempo todo. Às vezes, você até chora no banheiro, para que ninguém perceba.

Difícil mesmo é ser julgada, principalmente por outras mães que deveriam ser mais ponderadas. Afinal, elas conhecem ou já passaram pelos desprazeres, não da maternidade, mas do que as rodeiam.

Você faz tudo isso achando que não suportará, você se questiona o tempo todo se está no caminho certo. Torna-se um pouco invisível e esquecida para os outros, porque para seu bebê você será sempre o porto seguro dele.

Algumas pessoas não fazem ideia de que por trás daquele bebê bem cuidado, lindo, existe uma mãe que também precisa de colo, de afeto, de compreensão, de amor. Alguns dirão que é obrigação, mas nem toda mãe prioriza o seu filho, porque a vida não pode parar.

E aí você vence, vence o cansaço, a tristeza, os medos, a solidão e se transforma na sua melhor versão. Ser mãe demanda tempo, paciência, entendimento, tolerância e, principalmente, amor, muito amor.

Julgar? Jamais! Respeitar?  Sim! A maternidade é algo “comum”, mas individual! Que as escolhas sejam livres de preconceitos. Uma mãe que ama seu filho faz tudo com amor! 


Direitos autorais da imagem de capa licenciada para o site O Segredo: halfpoint / 123RF Imagens

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