Comportamento

“Me detestava, hoje me sinto belíssima ao natural.” Pocah fala sobre processo de aceitação do corpo

A funkeira revela que está em busca de se redescobrir como mulher, mesmo nas coisas mais pequenas, e que isso tem sido prazeroso.



A artista Viviane de Queiroz, de 26 anos, que canta funk há 11 anos, participou recentemente do reality show Big Brother Brasil 21 e ainda divide o tempo com a maternidade, fala um pouco, em entrevista ao Extra, como tem sido essa nova fase da sua vida.

Recentemente, a cantora apareceu com os cabelos loiros nas redes sociais e anunciou que “a Pocahontas tinha virado Rapunzel”, e arrancou suspiros de muitas pessoas.

Mas não é só a cor dos cabelos que faz parte das mudanças de Pocah em busca da aceitação corporal, ela abandonou as lentes de contato verdes e os cílios postiços, que nunca tirava. Ela usava lentes de contato havia 10 anos, e começou a não conseguir mais se achar bonita com a cor escura dos olhos.


Na verdade, Pocah conta que se detestava, mas hoje se sente belíssima ao natural, o que a faz pensar e refletir como pôde passar por tantas mudanças corporais. O uso ininterrupto das lentes fez com que a artista desenvolvesse astigmatismo e miopia.

Pocah conta que foi no BBB que percebeu que não precisava mais se esconder, todos já tinham visto como era. Quando saiu, percebeu que muitas coisas não eram necessárias, e que isso tomava grande parte do seu tempo, atrapalhando suas relações. Ela conta que se divide entre a maternidade, a carreira artística, o casamento e o trabalho como empresária, por isso precisa otimizar um pouco do tempo.

Direitos autorais: reprodução Instagram/@pocah.

Direitos autorais: reprodução Instagram/@pocah.


Para ela, é importante se cuidar e tirar um tempo de qualidade para si mesma, mas não podemos nos tornar reféns disso. Em relação às críticas que tem recebido nas redes sociais, ela explica que tenta sempre “ficar de boa”, mas que muitos acreditam que, na internet, podem opinar sobre tudo, inclusive a aparência dos outros, mas que isso pode causar traumas e complexos. A cantora conta que quando começou sua carreira, aos 16 anos, as mulheres que dominavam o funk tinham corpos muito mais voluptuosos, coisa que ela não tinha.

Tentando se encaixar na cena, ela usou anabolizantes, mas acabou desenvolvendo problemas por essa decisão. Quando completou 18 anos, colocou silicone, mesmo gostando de como era. Tudo isso a fez ver que pressão estética nenhuma vai obrigá-la a fazer o que não quer.

Até o estilo da artista tem mudado. Usando roupas de grife, ela conta que combinam com os rumos de uma carreira pop e que acaba ficando com vontade de usar sempre que vê grandes artistas do exterior usando. Para ela, as roupas combinam muito com sua personalidade e atual momento.

Direitos autorais: reprodução Instagram/@pocah.


Direitos autorais: reprodução Instagram/@pocah.

Pocah ainda conta que já sofreu muito preconceito por vir da favela, mas sabe que venceu. E muitas das pessoas que não queriam trabalhar com ela hoje pedem para fazer parcerias e colaborações. Mas ela explica que não guarda rancor, e fica muito feliz ao receber convites, mesmo que sejam de pessoas ou marcas que já a tenham rejeitado.

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