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“Me deu bom dia e foi assassinado em seguida”, diz ambulante sobre conversa com vítima antes de crime na Tijuca

Foto: Reprodução.
Me deu bom dia e foi assassinado em seguida diz ambulante sobre conversa com vitima antes de crime na Tijuca

O vendedor H. chegou na manhã desta sexta-feira por volta das 5h40 na Praça Carlos Paolera, na Tijuca, para montar sua barraca, como faz todos os dias. No entanto, no lugar onde costuma deixar sua kombi, estava estacionado um veículo Jeep Renegade. Ele parou um pouco atrás e foi falar com o homem que estava ao volante. Ele perguntou se este poderia chegar o veículo para frente, no que o motorista assentiu. Ele o agradeceu, deu bom dia, cumprimentou uma outra vendedora, que também montava uma barraca, e se virou para começar a montar a sua. Menos de um minuto depois escutou vozes, seguida de um disparo e correu para se abrigar. A vítima do tiro era o homem que acabara de lhe dar bom dia, Carlos Alexandre Resende, morto por assaltantes com um tiro na cabeça.

De acordo com o ambulante, no momento em que foi baleado, Carlos Alexandre estava dentro do carro e foi retirado pelos criminosos, que entraram no veículo e fugiram. Ele retornou ao local onde seu veículo estava estacionado, mas a vítima já aparentava estar sem sinais de vida.

 “Eu costumo chegar sempre nesse horário para montar as coisas cedo aqui. Só que hoje, estava o carro dele (Carlos) estacionado. Eu parei atrás e fui falar se ele poderia chegar o carro para frente. Ele foi de boa, disse que sim e eu agradeci, dei bom dia e ele deu bom dia de volta. No que me virei, escutei vozes e saí correndo para lá para me esconder, os caras tiraram ele do carro, entraram e fugiram, quando voltei, vi que já estava morto. Me deu bom dia e foi assassinado”,  contou ela.

Do outro lado da Avenida Heitor Beltrão, a ambulante T. também se preparava para começar a trabalhar, quando ouviu o tiro que matou Carlos Alexandre. Ela se virou e viu a vítima sendo jogada no chão e correu para se abrigar em uma banca de jornal próxima. Com medo, ela seguiu trabalhando ao longo do dia, e disse não ter visto muito mais sobre o crime.

“Eu só escutei o tiro e saí correndo. Olhei de relance, mas estava preocupada em ficar em algum lugar seguro, por isso corri para a banca de jornal” — disse.

O local onde houve o crime é cercado por árvores e um pouco afastado do comércio da Rua São Francisco Xavier, o que dificulta a captação de imagens por câmeras de segurança. A igreja de São Francisco Xavier, por sua vez, possui câmeras de vigilância, mas todas voltadas para a parte interna do pátio. A única câmera que pode ter captado imagens do crime fica na esquina Avenida Heitor Beltrão com a Rua São Francisco Xavier e pertence à Companhia de Engenharia de Tráfego (CET-Rio). De acordo com comerciantes, agentes da Polícia Civil estiveram pela manhã no local e identificaram a presença do equipamento.

O farmacêutico Carlos Alexandre Resende, de 40 anos, estava na praça aguardando a chegada da mulher, Alessandra Moraes Luiz, que veio de São Paulo em um ônibus fretado. Ela chegou por volta das 6h30 e tentava, insistentemente, contato com o marido por telefone. Ao acaso descobriu que a vítima do latrocínio (roubo seguido de morte) era Carlos Alexandre.

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