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Médica brasileira que estuda o câncer entra para lista de cientistas mais influentes do mundo

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Conheça a trajetória da médica que é uma representante brasileira para o mundo!

O povo brasileiro tem a garra e a capacidade de chegar aonde quiser. A perseverança, a sabedoria e a inovação estão no nosso sangue, e sempre encontramos uma maneira de transformar a dificuldade em oportunidade de crescimento e sucesso pessoais. Pelo nosso talento e merecimento, conquistamos reconhecimento aonde quer que cheguemos.

Recentemente, uma médica brasileira alcançou uma posição de destaque no cenário mundial por conta de seu trabalho. Conforme o G1, a cirurgiã Angelita Habr-Gama é uma das médicas mais influentes que têm contribuído para o desenvolvimento da ciência no mundo.

Esse reconhecimento, importante marco em sua carreira, veio da Universidade de Stanford, nos Estados Unidos. Em uma lista feita pela Universidade em parceria com a editora Elsevier BV, no fim de 2021, Angelita foi citada como pertencente aos 2% de cientistas que mais se destacaram mundialmente.

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Direitos autorais: Arquivo Pessoal

Angelita é uma das cientistas mais premiadas do país e professora emérita da Universidade de São Paulo (USP). Conheça sua história logo abaixo!

A história da cientista na medicina

Atualmente uma referência para os médicos do país, Angelita, que é gastroenterologista e referência mundial em coloproctologia (estuda as doenças do intestino grosso, do reto e do ânus), estava destinada ao sucesso desde o começo de sua relação com a medicina.

Ela tinha apenas 19 anos quando começou a graduação na Universidade de São Paulo, em 1952, e não demorou muito para mostrar seu talento e dedicação à profissão. Angelita se tornou a primeira mulher residente em cirurgia do Hospital das Clínicas (HC), e depois de sua formação passou a lecionar na Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo.

No HC, ela também foi a responsável por criar a disciplina de coloproctologia na universidade e a primeira a chefiar os departamentos de Cirurgia e Gastroenterologia da FMUSP.
Sua trajetória na profissão é marcada por uma formação especializada e excelência no ensino, na pesquisa e na extensão.

Angelita Gama é reconhecida pela sua comunidade. Ela soma mais de 50 prêmios nacionais e internacionais, inúmeros trabalhos científicos publicados e já foi nomeada coordenadora do Programa de Prevenção do Câncer Colorretal pela Organização Mundial de Gastroenterologia (OMGE) no Brasil.

Também fundou a Associação Brasileira de Prevenção do Câncer de Intestino (Abrapreci), é membro honorário do centenário American College of Surgeons, preside inúmeras sociedades científicas e é a primeira mulher a fazer parte do grupo de 17 membros honorários da European Surgical Association e reconhecida pela revista Forbes como uma das mulheres mais influentes do Brasil.

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Luta contra a covid

Em 2020, Angelita lutou pela vida ao contrair covid-19 e passar 50 dias sedada na UTI do Hospital Alemão Oswaldo Cruz. Seus pulmões estavam comprometidos e ela precisou lutar muito pela vida. Em entrevista à Folha, a médica disse que pensou que ia morrer, e que a última coisa que pensou foi que não gostaria de falecer ainda. No entanto, superou a doença e, em apenas dez dias, retomou os trabalhos.

Recuperada, disse que o período com a doença foi uma “experiência boa”, porque lhe ensinou a valorizar ainda mais a vida.

Sobre a premiação, Angelita disse que é um reflexo da medicina e da escola cirúrgica brasileira, mas lamentou a falta da valorização da ciência, cultura e educação em nosso país.
Deixamos registrados aqui nossos parabéns a essa grande profissional da medicina e agradecimento por seu trabalho e contribuição com a ciência e a vida!

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